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Fragmentos do cometa dourado ATLAS brilham na constelação de Leão NASA/JPL
O cometa interestelar 3I/ATLAS voltou ao centro das atenções após a divulgação de uma imagem que mostrou uma mudança brusca em sua estrutura e levantou dúvidas entre cientistas. Descoberto em julho por astrônomos da Nasa, o objeto é o terceiro visitante interestelar identificado em nosso sistema solar, depois de Oumuamua e 2I/Borisov. A nova anomalia reforçou o interesse internacional em um corpo que já vinha desafiando modelos usados para explicar o comportamento de cometas.
Embora a Nasa afirme que o 3I/ATLAS não oferece risco à Terra e que sua passagem ocorrerá a cerca de 270 milhões de quilômetros, a transformação registrada em novembro desencadeou uma série de análises. Logo após sua detecção, o cometa chamou atenção por exibir uma anticauda que apontava para o Sol, o oposto do padrão observado na maioria dos cometas.
O jato de material era formado por dióxido de carbono, água, traços de cianeto e uma liga de níquel descrita como incomum. Astrônomos que observaram o objeto com o Telescópio Óptico Nórdico classificaram o comportamento como estranho e difícil de explicar com os modelos atuais.
Em 5 de novembro, a situação mudou quando imagens divulgadas pela Nasa mostraram o desaparecimento da anticauda e o surgimento de uma cauda convencional, longa e luminosa. Estimativas apontam que essa cauda ultrapassa 56 mil quilômetros, impulsionada por uma perda de massa calculada em 13 por cento após o periélio e por uma aceleração que não corresponde ao padrão de desgaseificação observado em cometas comuns.
Observações do Hubble e do James Webb ampliaram as dúvidas. Os telescópios registraram uma mudança na cor do cometa, agora com tons azulados associados ao monóxido de carbono ionizado. Também identificaram um nível extremo de polarização da luz refletida e variações repentinas na atividade do núcleo, comportamentos que não se ajustam aos modelos de sublimação aplicados a outros corpos gelados.
Esses sinais levaram equipes de diferentes centros de pesquisa a revisar hipóteses sobre a composição e a origem do ATLAS.
A Nasa reforçou que não há ameaça à vida humana ou à infraestrutura terrestre e que a distância da passagem elimina qualquer risco. Para especialistas, o objeto representa uma chance única de aprofundar o estudo de visitantes interestelares e de processos que ocorrem em outros sistemas solares.
O cometa pode ser observado por astrônomos amadores com telescópios simples, o que motivou um aumento no compartilhamento de imagens nas redes sociais.
Enquanto a comunidade científica tenta compreender a anomalia, o 3I/ATLAS segue como um dos objetos mais acompanhados neste fim de ano.
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