Hepatozoon canis em canídeo domesticado: relato de caso
Ana Clara Jacob Barros ; Lara Aparecida Melo Rezende ; Manielly Gonçalves Pimentel ; Alana Gabriela Pereira Lopes ; Natália Cristina de Souza
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Como Citar:
BARROS, Ana Clara Jacob; REZENDE, Lara Aparecida Melo; PIMENTEL, Manielly Gonçalves; LOPES, Alana Gabriela Pereira; DE SOUZA, Natália Cristina. Hepatozoon canis em canídeo domesticado: relato de caso. Revista Sociedade Científica, vol. 8, n. 1, p. 2561-2576, 2025.
https://doi.org/10.61411/rsc2025111818
DOI: 10.61411/rsc2025111818
Área do conhecimento: Ciências Agrárias
Palavras-chave: Hepatozoon Canis; Cachorro; Protozoário; Esfregaço Sanguíneo.
Publicado: 27 de novembro de 2025.
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Resumo
A hepatozoonose é uma enfermidade parasitária decorrente do protozoário do gênero Hepatozoon, sendo as espécies Hepatozoon canis e Hepatozoon americanum as mais comuns. A H. canis é de maior incidência no Brasil, enquanto a H. americanum é predominante no sul dos Estados Unidos. Essa doença acomete principalmente carnívoros silvestres e domésticos, como cães, e a sua transmissão ocorre pela ingestão do artrópode contaminado, com destaque para o Rhipicephalus sanguineus. Os sinais clínicos variam desde formas assintomáticas até quadros mais severos, como febre, fraqueza dos membros pélvicos e torácicos, secreção ocular, vômito, diarreia, anemia, mialgia, letargia, poliúria, polidipsia, mucosas hipocoradas e emagrecimento progressivo. O diagnóstico é realizado através do esfregaço sanguíneo ou por exames moleculares, como o PCR, principalmente em casos subclínicos, onde a infecção pode passar despercebida. Devido à ocorrência desses casos, a identificação da doença muitas vezes pode acontecer de forma acidental. No relato em questão, o cão foi levado à clínica para uma consulta com a intenção de realizar um tratamento periodontal, mas, após hemograma de rotina pré-cirúrgico, apresentou alterações e foi encaminhado para realizar um esfregaço sanguíneo, no qual foi identificada a presença do Hepatozoon canis e da bactéria Ehrlichia canis, indicando uma coinfecção. O tratamento adotado consistiu na administração de dipropionato de imidocarb em associação com doxiciclina para tratar as duas infecções, e foram prescritos também suplementos vitamínicos para auxiliar no fortalecimento da saúde do animal. Contudo, o tratamento foi inconclusivo, pois o proprietário não realizou o tratamento prescrito pelo médico-veterinário. Após alguns meses do atendimento, o animal foi submetido a novos exames, os quais não evidenciaram a presença de Hepatozoon canis.

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