Ninni Andersson/Government Offices

Sua Majestade o Rei, Sua Alteza Real a Princesa Herdeira, o Primeiro-Ministro Ulf Kristersson, a Ministra dos Negócios Estrangeiros Maria Malmer Stenergard, a Terceira Vice-Presidente da Câmara Kerstin Lundgren, os líderes dos partidos do Riksdag (Parlamento) e os membros ordinários ou suplentes do Conselho Consultivo dos Assuntos Externos.
É a primeira vez desde a década de 1990 que um exercício desta dimensão é organizado com a família real e as Forças Armadas, destaca o governo nórdico. Rússia constitui atualmente a principal ameaça para a Suécia.
O governo sueco anunciou esta sexta-feira ter realizado um exercício de simulação de guerra com a participação de membros da família real e das Forças Armadas, num comunicado escrito em inglês e traduzido apenas para… russo.
É a primeira vez desde a década de 1990 que um exercício desta dimensão é organizado com todos estes intervenientes, destaca o governo nórdico.
“É importante levar a cabo exercícios conjuntos, especialmente tendo em conta a situação atual em matéria de segurança. Passo a passo e exercício após exercício, fortalecemos a defesa total e a resiliência da Suécia”, declarou o primeiro-ministro Ulf Kristersson, citado no comunicado.
O exercício, baseado num cenário envolvendo uma guerra ou risco de guerra, tinha como objetivo discutir as medidas a tomar para manter a segurança da Suécia numa situação deste tipo.
“Estes exercícios incidem sobre a gestão de incidentes e situações, a nível nacional e internacional, suscetíveis de criar desafios ou tensões para a Suécia, para os cidadãos suecos ou para os interesses suecos”, indicaram.
Este parágrafo é seguido de uma tradução para russo do comunicado. Segundo os serviços de informações e de defesa do país, a Rússia constitui atualmente a principal ameaça para a Suécia.
Estocolmo acelerou o aumento das suas despesas militares após a invasão da Ucrânia e desde a sua adesão à NATO em 2024. O país prevê destinar à área da Defesa cerca de 300 mil milhões de coroas suecas (27 mil milhões de euros) nos próximos dez anos.
A Suécia tem sido dos países europeus mais ativos na denúncia de uma ameaça russa que diz ser bem real. Já há um ano, milhões de suecos começaram a receber nas caixas de correio uma versão do panfleto “Se a crise ou a guerra vier”, que aconselha a população sobre como se preparar e enfrentar uma guerra. O panfleto já tinha sido distribuído quando a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022, mas em 2024 ficou com o dobro do tamanho e dos conselhos.
Para os suecos, a ideia de um folheto de emergência civil não é novidade. A primeira edição de “If War Comes” foi produzida durante a Segunda Guerra Mundial e foi atualizada durante a Guerra Fria. No entanto, uma das passagens do texto foi alterada, já que estava associada à época em que o país ainda era neutro: “Se a Suécia for atacada por outro país, nunca desistiremos. Todas as informações no sentido de que a resistência deve cessar são falsas”.