O Flamengo conquistou neste sábado a quarta Taça Libertadores do seu historial, depois de ter vencido os compatriotas do Palmeiras (1-0) na final disputada em Lima, no Peru. Tudo graças a um golo de Danilo, lateral bem conhecido do futebol português e que apontou o único golo do encontro.

Era uma questão a dirimir entre brasileiros, que têm dominado o futebol sul-americano nos últimos anos. Em 2022, o Flamengo tinha vencido a competição pela última vez, um ano depois de o Palmeiras ter conquistado o troféu pela terceira vez. Nesse sentido, empatados no palmarés da Libertadores, este jogo era uma espécie de tira-teimas.

O “Mengão”, em 4x2x3x1, teve sempre mais iniciativa e, mesmo numa primeira parte sem flagrantes ocasiões de golo, foi rondando com mais perigo o último terço, especialmente porque De Arrascaeta – que chegou aos 350 jogos e se tornou no estrangeiro com mais jogos pelo clube – conseguia conduzir o jogo com alguma liberdade.


Do lado contrário, Abel Ferreira parecia ter preparado o Palmeiras para se sentir minimamente confortável sem bola, assumindo a iniciativa do adversário, no pressuposto de que poderia explorar uma transição rápida para criar perigo. Mas, em rigor, nem Allan, nem Vítor Roque foram activados da melhor forma.

Aos 30′, uma imprudência de todo o tamanho de Erick Pulgar poderia ter-lhe custado o cartão vermelho. Já com o jogo parado, o médio do Flamengo teve uma entrada de sola à canela de Bruno Fuchs, mas “sobreviveu” com um amarelo. Um lance que motivou fortes protestos do banco do “Verdão”, numa altura em que a equipa tentava já pressionar mais alto.

Tal como havia sucedido em 2021, a final entre Palmeiras e Flamengo chegava ao intervalo sem golos. E quem regressou dos balneários mais ameaçador foi o Flamengo, que aos 52′ só não chegou à vantagem porque Gustavo Gómez bloqueou uma jogada entre Bruno Henrique e De Arrascaeta.

O médio uruguaio seria providencial aos 67′, porém. Pontapé de canto a favor do Flamengo, bola batida para a entrada da pequena área e Danilo, com um poder de impulsão notável, saltou sem oposição para cabecear para o golo. Aos 34 anos, o lateral que se notabilizou ao serviço do FC Porto, Real Madrid, Manchester City e da Juventus deixava a marca na final – foi o seu segundo golo nestas andanças, depois de ter marcado pelo Santos ao Peñarol, em 2011.

Filipe Luís, técnico do “Mengão”, refrescou então o corredor esquerdo ao trocar Samuel Lino por Everton “Cebolinha”, mas foi o Palmeiras quem passou a controlar as operações, assumindo um risco maior, com um futebol mais directo à procura das referências na área e das segundas bolas.

Já com Felipe Anderson e Facundo Torres em campo, o Palmeiras ia forçando, mas Abel Ferreira arriscou um pouco mais ao lançar Ramón Sosa e Agustín Giay, abdicando do inicial 3x1x4x2 para apostar num 4x4x2. Anderson pouco duraria e acabou substituído por Maurício, dois minutos antes de Vítor Roque dispor da melhor ocasião para empatar – na pequena área, rematou e ainda viu Danilo desviar a bola.

Nos derradeiros momentos do jogo, os adeptos (das duas equipas) ainda levaram as mãos à cabeça quando Everton, com a ajuda de Carlos Miguel, fez a bola embater na trave da baliza, mas o resultado estava fechado. Pela quarta vez, o Flamengo sagrava-se campeão da Libertadores, que desde que a final é disputada a um só jogo só por uma vez (em sete) terminou com uma margem superior a um golo.