LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Produtos alternativos ao cigarro, como rapé e fumo de rolo, também apresentam riscos para a saúde.
  • Mesmo sem fumaça, esses produtos contêm nicotina e compostos cancerígenos, como nitrosaminas.
  • Cigarros de cravo aumentam a exposição a toxinas e estão associados a câncer e problemas respiratórios.
  • É importante desmistificar a ideia de que produtos “sem fumaça” são menos prejudiciais que cigarros convencionais.

Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7

Cigarro. Selective closeup shot of a female lighting up a cigarette with a lighterCigarros tradicionais e outras versões, sem fumaça, causam danos como cardiopatias Reprodução/Imagem de wirestock no Freepik

A percepção de que produtos “alternativos” ao cigarro tradicional seriam menos nocivos tem ganhado força entre jovens e adultos. Mas, segundo informações do Ministério da Saúde, qualquer produto derivado do tabaco, mesmo aqueles que não produzem fumaça ou que parecem ser mais “naturais”, carrega riscos severos à saúde.

Rapé, fumo de rolo e cigarros de cravo são alguns exemplos de itens que também causam dependência, lesões bucais, problemas cardiovasculares e aumento comprovado da incidência de câncer.

A seguir, veja o que dizem as evidências científicas citadas pelo Ministério da Saúde.

Rapé: sem fumaça, mas com danos profundos

O rapé é um pó de tabaco aspirado pelo nariz. Por não gerar fumaça, costuma ser visto como uma alternativa “mais leve”. Mas não é.

Assim como todos os derivados do tabaco, o produto contém nicotina, substância que provoca dependência física e psicológica.

O Ministério da Saúde destaca a presença de nitrosaminas específicas do tabaco, compostos altamente cancerígenos encontrados em qualquer forma de tabaco, mesmo as não queimadas. Estudos mostram aumento do risco de câncer na cavidade oral, que inclui lábios, gengiva, maxilar e interior da boca.

Fumo de rolo: mascado ou sugado, eleva risco de câncer

O tabaco mascável, também chamado de fumo de rolo ou chewing tobacco, é colocado entre a bochecha e a gengiva. O usuário precisa, com frequência, cuspir a saliva escura produzida durante o uso.

Apesar de não ser fumado, o produto tem características como qualquer derivado do tabaco:

  • Contém nicotina;
  • Mantém altos níveis de nitrosaminas em contato direto e prolongado com a mucosa bucal;
  • Causa dependência.

Segundo o Ministério da Saúde, o fumo de rolo está associado a:

  • Alta incidência de câncer oral (boca, lábios e língua);
  • Lesões gengivais, cáries e perda dentária;
  • Aumento da pressão sanguínea e risco maior de ataque cardíaco;
  • Câncer de pâncreas, já documentado em estudos internacionais;
  • Dependência física e psíquica.

Kretek (cigarro de cravo): aromatizado que produz mais alcatrão

Originários da Indonésia e conhecidos também como cigarros de Bali, os kreteks misturam tabaco e 30% a 40% de cravo — combinação que gera o som característico (“crec-crec”) ao ser queimada.

De acordo com o Ministério da Saúde, esses cigarros liberam quantidades maiores de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono do que os cigarros comuns. A queima do cravo produz ainda outros compostos tóxicos.

Um componente característico é o eugenol, substância presente no cravo que tem efeito anestésico. Com a garganta temporariamente “adormecida”, o fumante tende a inalar mais profundamente a fumaça, aumentando a exposição às toxinas. Pesquisas científicas apontam:

  • Risco maior de câncer em comparação ao cigarro convencional;
  • Aumento da incidência de asma e infecções respiratórias;
  • Danos severos ao trato respiratório por causa da aspiração mais intensa.

Apesar das diferenças na forma de consumo, todos esses produtos têm algo em comum: são derivados do tabaco e carregam compostos tóxicos capazes de gerar dependência, câncer e doenças cardiovasculares.

Para o Ministério da Saúde, é essencial desmistificar a sensação de que alternativas “sem fumaça” ou “aromatizadas” seriam menos prejudiciais.

A evidência científica aponta justamente o contrário: o contato direto com a nicotina e substâncias como nitrosaminas e eugenol intensifica o risco de danos à saúde muitas vezes silenciosos e de longo prazo.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp