Mais que conteúdo: a fluidez da fala
“É claro que os adultos mais velhos são significativamente mais lentos do que os adultos mais jovens na conclusão de várias tarefas cognitivas, incluindo tarefas de produção de palavras, como nomear figuras”, explicou a equipe liderada pelo psicólogo Hsi T. Wei, da Universidade de Toronto. A lentidão atinge várias áreas.
Os pesquisadores notaram que, em conversas naturais, os adultos mais velhos também tendem a apresentar mais disfluências, pausas preenchidas ou não preenchidas, como “uh” e “hum”, têm uma taxa de fala mais lenta. Em 2024, a pesquisadora de demência Claire Lancaster, em artigo, disse que o estudo “abriu portas empolgantes”.
“Mostrando que não é apenas o que dizemos, mas a rapidez com que o dizemos que pode revelar mudanças cognitivas”, afirmou Lancaster, reforçando o valor dessa nova perspectiva.