“Lost in Translation” é um famoso filme que conta a improvável amizade entre Bob Harris, ator em crise de meia-idade em Tóquio, e Charlotte, jovem esposa abandonada pelo marido fotógrafo, unidos pela solidão na cidade japonesa, com Bill Murray e Scarlett Johansson nos papéis principais.
O título aplica-se na perfeição ao que se passou com Adrien Fourmaux e Alex Coria (Hyundai) que perderam o rali por causa de uma penalização de 60 segundos depois de terminarem o rali a 54.7s dos vencedores.
A história detalhada contou-a o piloto ao Dirtfish. Entraram no controlo horário TC14A na sexta-feira, 10 segundos antes da hora: “O Alex [Coria, navegador] perguntou a um comissário se era permitido entrar por avanço, mas houve barreira linguística – disseram sim, mas era não,” explicou Fourmaux ao DirtFish. “É uma pena enorme. Três erros no fim, e terminamos a menos de um minuto do vencedor – fomos os vencedores não oficiais. Loucura.”
Fourmaux não culpou Coria, que seguiu dados errados da própria equipa: “Devia ter verificado o documento oficial, mas nos colegas de equipa, confia-se. Mas nestes casos, não se entra mais cedo, por 10 segundos, espera-se.
Se retirarmos a nossa penalização, estou muito satisfeito com a forma como gerimos este rali. Decidimos usar pneus macios no início, contrariamente à decisão dos outros, e fizemos a escolha certa ao fazê-lo.
Estávamos a gerir a pressão dos outros que nos estavam a alcançar, e estou muito satisfeito por termos conseguido e por termos esse autocontrolo dentro do carro. Somos os vencedores não oficiais!
A velocidade está lá, a gestão está lá e a fiabilidade também, por isso são estas as coisas de que preciso para manter a minha motivação para o próximo ano – não há razão para duvidar dos passos que demos este ano.”
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