Com uma família enorme, Inês Herédia já está a pensar no Natal que, como sempre, é passado com os seus. A dimensão do clã é tal que a atriz assume que o número de familiares é quase incalculável. “Os Herédia são mais que as mães, mas passamos juntos”, começou por dizer, à margem do evento Natal a Meias, que ocorreu no passado dia 10, no Ferroviário, em Lisboa. “Do lado da minha avó somos, sei lá, 200, 300, nem sei. Mas juntam-se todos”, acrescentou. Porém, pela dificuldade em juntar todos num só dia, a família opta por dividir os eventos. “O Natal começa umas duas semanas antes. Eu sou das que tem menos filhos, só tenho dois. Tenho que ir fazer mais para igualar as minhas primas”, brincou, confessando que, embora não esteja nos planos para breve, tem o desejo de aumentar a família: “Gostava muito ter mais, se fizer sentido, mas não está nos planos a curto, médio prazo”.
A atriz tem dois filhos, os gémeos Tomás e Luís, de seis anos, e esta época ganhou ainda mais significado pelo entusiasmo das crianças. “Eles ainda acreditam no Pai Natal. Acho que é o último ano, mas se calhar não, ainda me surpreendo. Eu queria ver se acreditavam mais um ano para tentar ir à Lapónia com eles. Não é este ano ainda, mas adorava”. Isto porque, para a artista, a família está sempre em primeiro lugar. “Não sei se alguma vez vou conseguir o passar o Natal sem os meus avós. Este vai ser o primeiro sem o meu avô. A minha avó está cá. Só passei uma vez o Natal longe da família e é uma coisa que não me faz mesmo sentido”, garantiu.
A artista comemora o seu aniversário no mesmo dia dos filhos, 27 de dezembro, o que torna esta época ainda mais festiva para todos, mas faz questão de não alimentar o espírito consumista. “Nós evitamos ao máximo. Na escola, já se faz muito dar-se só um presente, porque nos primeiros anos foi mesmo horrível. Vínhamos para casa com 40 presentes”, contou, deixando claro: “Não faz sentido nenhum, não quero os meus filhos cheios de brinquedos. É o oposto da forma como quero que vejam a celebração do aniversário”.
Mesmo após o fim da relação, Inês e Gabriela Sobral organizam-se para não exagerar nos presentes dos meninos. “Estamos super alinhadas no que é que queremos dar e o que é que não queremos. E já houve anos em que disse a familiares que não é para dar nada, porque já há coisas a mais”. As duas, que confirmaram a separação em maio de 2025, continuam a colocar o bem-estar dos filhos em primeiro lugar. Por isso, segundo a artista, fazem questão de estar presentes na quadra: “Vamos passar o Natal juntas, a Gabi com a minha família e eu com a dela”.
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“Sinto-me completa a escrever”
Depois do fim de Festa é Festa, a atriz tem aproveitado para estudar e dedicar-se aos seus projetos. “Estou tudo menos em pausa. Estou a estudar Literatura em Oxford, e a adorar”, garantiu. “Comecei a escrever ficção há quatro anos. Fui muito desafiada para escrever um romance, e eu não sabia se tinha isso dentro de mim ou não, então fui estudar”, continuou. Embora ainda não tenha descoberto se tem ou não o dom, acrescenta que está feliz: “Há coisas que faço porque gosto e porque me sinto completa a escrever. Leio muito, e a parte da escrita para ficção começou por aí”.
Inês não nega, no entanto, a possibilidade de tornar este passatempo em algo profissional. “Tenho tantas histórias mirabolantes que me passam pela cabeça, que às tantas comecei a pôr isto no papel. Estive durante um ano a estudar escrita para guião, há cinco anos. E como a coisa está a correr bem, então vamos lá olhar para isto de uma forma mais séria”, esclareceu. Por outro lado, quer ter a possibilidade de ter total liberdade no processo de escrita, o que nem sempre é compatível com as produções. “Não quero escrever uma novela”, exemplificou.
Feliz com aquilo que a vida lhe tem proporcionado, a atriz manifesta um claro desejo para o próximo ano: “Só peço que ninguém fique doente. Estou numa fase em que tudo corre tão bem, os miúdos estão bem, a minha vida profissional está no sítio onde eu gostava que estivesse, estou finalmente a conseguir ter mais tempo em casa, que é uma coisa que eu não tinha há seis anos”, contou, acrescentando para rematar: “Claro que há sempre coisas que podem ficar melhores, que gostava de fazer, mas acho que é preciso ter muita consciência de que não é preciso muito mais”.
Inês Herédia sai à rua sem camisola
Texto: Luís Duarte Sousa; Fotos: Arquivo Impala.
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