Max Verstappen (Red Bull) venceu, este domingo, o Grande Prémio do Qatar, penúltima prova da temporada 2025 de Fórmula 1, adiando a questão do título mundial de pilotos para Abu Dhabi.
Verstappen somou o sétimo triunfo em Grandes Prémios em 2025, igualando Lando Norris e Oscar Piastri nesse capítulo (factor de desempate), pilotos da McLaren e candidatos ao título, numa altura em que as contas mudam significativamente, com Norris a manter apenas 12 pontos de vantagem sobre o neerlandês e 16 sobre Piastri.
Lando Norris, que chegou ao Qatar com 24 pontos de vantagem sobre o colega de equipa e sobre Max Verstappen, era o único em condições de sagrar-se campeão em Lusail, apesar de ter visto a diferença para Piastri reduzida a 22 pontos, fruto do triunfo do australiano na corrida sprint, que terminou com Norris no terceiro lugar e Vesrtappen em quarto.
O neerlandês cedeu, assim, um ponto para Lando Norris, depois de as probabilidades de renovar a coroa de campeão terem aumentado ligeiramente com a conquista do Grande Prémio de Las Vegas e a desqualificação dos dois McLaren.
Agora, com este resultado, Max Verstappen reduziu a diferença inicial a metade, ascendendo a vice-liderança isolada, vendo a possibilidade de ainda conseguir cinco títulos consecutivos – o que igualaria a marca do alemão Michael Schumacher – manter-se, mesmo tendo assumido antes da corrida que seria difícil superar os McLaren.
Toque de Gasly e Hulkenberg agita Mundial
Na pista de Lusail, partindo da pole, Oscar Piastri assumiu a liderança, com Lando Norris a perder a segunda posição para Max Verstappen, que arrancou do lado limpo, passando o inglês sem problemas.
Um incidente entre Nico Hulkenberg (Kick Sauber) e Pierre Gasly (Alpine) à sétima volta, a provocar a entrada em acção do safety car, levou a uma corrida às boxes, com todos, à excepção dos McLaren, a aproveitarem uma espécie de black-friday, o que suscitou dúvidas a Norris.
Os McLaren ficaram em pista com os pneus médios originais, numa estratégia igual para dois dos três candidatos, com Verstappen a perder a posição que recuperaria apenas quando os “papaia” foram obrigados a cumprir a primeira de duas paragens obrigatórias à 25.ª volta.
A prova decorreu com o Red Bull na liderança (seguido do Williams de Carlos Sainz, que fecharia o pódio), desencontrado com os rivais em termos de paragens, deixando em aberto até às voltas finais o acerto, para perceber quem tinha sido mais perspicaz na estratégia.
A segunda vaga nas boxes aconteceu à 33.ª volta, com a confusão esperada, enquanto os McLaren reassumiam o comando. Verstappen retomava a corrida em terceiro na expectativa de manter uma diferença que lhe permitisse voltar ao primeiro lugar quando Piastri e Norris cumprissem a segunda paragem. Isto, assumindo que não haveria mais incidentes nem safety cars.
Com Piastri ou Verstappen a conseguirem a vitória no Grande Prémio do Qatar, os dois cenários mais lógicos (Norris perdia terreno para o companheiro e sentia dificuldades para descolar o neerlandês), a decisão do título Mundial de pilotos parecia bem encaminhada para Abu Dhabi, último Grande Prémio do ano.
O que se confirmou quando os McLaren tiveram de ceder a frente a Verstappen para a última passagem pelas boxes. Resignado, Norris acabaria por regressar à pista atrás de Kimi Antonelli (Mercedes) e Carlos Sainz, enquanto Piastri, em segundo, ainda moveu uma perseguição feroz ao neerlandês.
Mas, com 12 segundos para recuperar em seis voltas (e ultrapassar), era difícil, prevalecendo a experiência do campeão mundial e a estratégia da Red Bull.