José Manuel Pureza disse que o Bloco está disposto a dialogar com os restantes partidos da esquerda. “Contem connosco para isso. Sabemos rimar igualdade com unidade. Estaremos onde for necessário, com quem pensa diferente de nós, mas que esteja sintonizado no combate ao governo mais à direita que este país já teve depois do 25 de Abril.”

“São as garantias da política que dialoga com quem não pensa como nós sobre todos os assuntos, da política que não nos fecha sobre nós próprios. Essa abertura e essa firmeza deram frutos no passado, sabemos bem, e abriram caminho a algumas das maiores vitórias que este país viveu depois do 25 de Abril”, acrescentou.

“Queremos uma esquerda de pontes que saiba dialogar, que encontre convergências, que nunca esqueça as prioridades, que olhe para o futuro”, afirmou José Manuel Pureza.

O novo líder do Bloco criticou a lei laboral que o Governo “aprovará com o Chega”, e defendeu que “é preciso outro caminho e esse outro caminho começa  na greve geral de 11 de dezembro”.

E disse que o partido “solidariza-se por inteiro com quem, mesmo com todas as dificuldades da vida, escolhe perder parte do seu salário para defender o salário de todos”.

Defendeu que a força da greve geral advirá de se juntarem a ela os jovens precários, os ativistas pelo clima e os trabalhadores imigrantes que são “duplamente espezinhados nos seus direitos”.

José Manuel Pureza apontou também para a reorganização do partido, tal como defenderam ontem dois dos fundadores, Fernando Rosas e Francisco Louçã. “Mais militância, mais bem organizada, mais escuta, mas democracia, melhor entrosamento com as lutas e os movimentos. Digo-vos aquilo que penso sem hesitações, sem tibiezas. O Bloco precisa mesmo de mudar o seu funcionamento interno para juntar à democracia formal, da qual nos orgulhamos, a participação militante que a concretiza.”