“A Direção Geral da Saúde (DGS) rejeita discriminação seja por que motivo for, designadamente sexo, raça, cor, origem étnica ou social ou outros (artigo 21 da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia)”. É com esta declaração que a autoridade de Saúde portuguesa explica as críticas feitas ao cartaz que, na manhã desta segunda-feira, dia 1 de dezembro, publicou nas suas redes sociais para assinalar o Dia Mundial da Sida.

O cartaz, que a DGS diz ser de uma campanha original da ONU/Sida — tal como o DN confirmou — suscitou reações negativas assim que foi publicado no Instagram e Facebook da autoridade de Saúde portuguesa, por transmitir a mensagem “A Sida ainda não acabou” com uma imagem com três pessoas de raça negra de punho erguido. De imediato, os comentários ao cartaz começaram a ser associados a uma “imagem inadmissível”, de “ignorância”, de “estigmatização” e até mesmo “racista”.

(

Mas, segundo explica a DGS ao DN, o objetivo era difundir a campanha da própria ONU/Sida deste ano, que alerta para o facto de “a SIDA ainda não ter acabado e que ainda há um caminho a percorrer, em todo o mundo, para mitigar os riscos e alcançar a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de acabar com a SIDA até 2030”.

Na resposta ao nosso jornal é ainda é acrescentado que a intenção de “repartilhar o post original da ONUSIDA (UNAIDS)” era “contribuir para a perceção da mensagem e a sua origem, e sempre em pleno respeito pelos direitos humanos”.