Olga Cardoso, antiga locutora de rádio e apresentadora de televisão, morreu esta quarta-feira aos 91 anos. A informação foi confirmada pelo locutor António Sala nas redes sociais. A “amiga Olga”, como era conhecida, sofreu um forte AVC esta terça-feira e foi internada de urgência no Hospital de Santo António, no Porto.

“Tenho o coração partido. A Olga já não está fisicamente entre nós. Partiu durante esta madrugada. Querida Olga, obrigado por tudo. Pela amizade, pelo companheirismo, pela ternura, pelos momentos inesquecíveis, pela tua gargalhada única, que nunca irá desaparecer dos nossos ouvidos e do coração de quantos acordaram com a tua voz jovial ao longo de milhares de manhãs”, escreveu Sala.

Olga Cardoso nasceu a 7 de julho de 1934 e era natural de Miragaia, Porto. Começou a carreira aos 15 anos, altura em que foi convidada para dar voz a radionovelas na ORSEC (Oficinas de Rádio, Som, Eletricidade e Cinema).

Em 1964, entrou para a Rádio Renascença. Durante mais de vinte anos apresentou o programa Despertar com António Sala. O programa ganhou popularidade, tendo liderado as audiências durante muitos anos e feito um grande sucesso.

Aos 59 anos, estreou-se na televisão. Entre 1993 e 1994 apresentou, na TVI, o programa “A Amiga Olga“, o primeiro concurso de sempre do recém-estreado canal 4.

Em entrevista a Manuel Luís Goucha em 2022, Olga Cardoso revelou que sofria da doença de Parkinson, diagnosticada aos 80 anos. A antiga locutora explicou que a leitura era uma “boa aliada” para manter a mente ativa.

O Presidente da República reagiu à morte de Olga Cardoso, afirmando que era “uma figura notável como pessoa e como profissional de rádio e isso cativava os portugueses”.

“Eu conhecia muito bem Olga Cardoso, que é uma figura aqui do Porto, do Norte. Foi conjuntamente com António Sala, mais do que uma apresentadora. Foi uma companheira diária na vida de milhares de ouvintes da Rádio Renascença”, disse Marcelo Rebelo de Sousa em declarações aos jornalistas no Hospital de São João, no Porto.