A Malásia vai retomar, já no final do ano, as buscas pelo desaparecido voo MH370 da Malaysia Airlines, quase 11 anos depois de o avião ter sumido dos radares com 239 pessoas a bordo. A decisão foi anunciada esta quarta-feira pelo Ministério dos Transportes, que confirmou uma nova operação conjunta com a empresa Ocean Infinity.

Segundo o comunicado, a missão arrancará a 30 de dezembro e deverá prolongar-se por 55 dias, com períodos intermitentes, numa zona do sul do Oceano Índico considerada a de maior probabilidade para localizar os destroços.

A Ocean Infinity, empresa norte-americana e britânica especializada em robótica submarina, tem colaborado nas buscas desde 2018 e garante possuir agora dados “confiáveis” que apontam para uma área que terá sido “ignorada” em operações anteriores.

O desaparecimento do MH370, em 8 de março de 2014, continua a ser um dos maiores mistérios da aviação moderna. O Boeing 777 perdeu contacto cerca de 40 minutos após descolar de Kuala Lumpur rumo a Pequim, desviando-se depois — por razões ainda desconhecidas — para o sul do Índico.

A bordo seguiam passageiros de várias nacionalidades, incluindo 153 chineses, 50 malaios, sete indonésios, seis australianos, cinco indianos e quatro franceses, entre outros. As primeiras buscas, conduzidas por Malásia, China e Austrália, percorreram 120 mil km² sem resultados. Em 2018, a Ocean Infinity vasculhou mais 100 mil km², igualmente sem sucesso.

O Governo malaio chegou a admitir, em abril deste ano, que a operação estava suspensa por não ser “a época ideal”, mas deixou em aberto a possibilidade de retomar os trabalhos — agora confirmada.

A nova fase da missão reacende as esperanças de finalmente descobrir o paradeiro do avião e dar respostas às famílias das vítimas, que há mais de uma década aguardam esclarecimentos sobre o que realmente aconteceu ao voo MH370.