Poucos arquitetos brasileiros moldaram com tanta consistência a estética da vida contemporânea quanto Arthur Casas. Desde o início dos anos 1990, quando fundou seu estúdio em São Paulo, ele vem consolidando uma linguagem arquitetônica que combina precisão construtiva, elegância silenciosa e uma sensibilidade quase zen para luz, escala e proporção. Há, em seu trabalho, a convicção de que a arquitetura só faz sentido quando cria bem-estar — uma ideia que acompanha cada projeto, seja ele uma casa no Rio de Janeiro, um hotel na capital paulista ou uma decoração meticulosamente desenhada em Nova York.

“Sempre me interessou menos a forma final e mais a atmosfera que ela é capaz de gerar”, afirma Casas. “Arquitetura é uma coreografia entre luz, materiais e o corpo de quem habita o espaço. Quando isso acontece de maneira orgânica, não há excessos, só equilíbrio.”

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Esse equilíbrio se tornou sua assinatura. Seus projetos preservam uma coesão rara entre arquitetura, design de interiores e mobiliário, muitos deles desenhados pelo próprio estúdio. A madeira natural, a paleta neutra, os vazios generosos e a constante integração entre interior e exterior compõem uma espécie de vocabulário autoral que dialoga tanto com o modernismo brasileiro quanto com as demandas do morar contemporâneo.

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ: A SÉRIE Article Photo Article Photo Article Photo Arthur Casas revê projetos de diferentes épocas publicados na Casa Vogue

Arthur Casas revê projetos de diferentes épocas publicados na Casa Vogue

Com o tempo, Casas ampliou sua atuação e passou a desenhar empreendimentos de impacto urbano, edifícios residenciais, hotéis e projetos internacionais. Ainda assim, mantém uma relação íntima com o artesanal, com o desenho minucioso e com a busca por soluções que pareçam inevitáveis. “A beleza, para mim, está naquilo que não se impõe. No projeto que você sente antes mesmo de perceber.”

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A trajetória do arquiteto é marcada também pela capacidade de avançar sem perder o essencial. Ao longo das décadas, ele refinou sua estética sem jamais renunciar à clareza espacial, ao uso honesto dos materiais e ao diálogo com a natureza, pilares que fazem de Arthur Casas uma referência absoluta da arquitetura contemporânea internacional. “A arquitetura precisa emocionar, mas também precisa durar”, ele afirma. “Se conseguimos criar espaços que acolhem, inspiram e resistem ao tempo, então estamos no caminho certo.”

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