A recomendação é feita num projeto de resolução – sem força de lei – apresentado pela bancada liberal, horas depois de ser alcançado um acordo entre eurodeputados e Estados europeus para proibir todas as importações de gás russo para a União Europeia no outono de 2027.

“Portugal pode antecipar o cumprimento desse acordo, não tem de esperar até ao fim de 2017. Por um motivo muito simples: felizmente o gás natural proveniente da Rússia é uma pequena componente do total das importações nacionais”, afirma o deputado da IL Jorge Miguel Teixeira. 

“Temos fontes diversificadas de gás natural e conseguimos perfeitamente cumprir este objetivo mais cedo do que, se calhar, outros países da União Europeia”, acrescenta em declarações à Antena 1.

Na iniciativa, que já deu entrada na Assembleia da República, os liberais argumentam que a antecipação do calendário seria uma “afirmação política inequívoca de solidariedade com a Ucrânia” e de “alinhamento com os valores europeus de liberdade, soberania e coerência”. 

À Antena 1, Jorge Miguel Teixeira defende que foi feito “pouco progresso nos últimos anos” no que toca à dependência de recursos russos e pede ao Executivo português um “compromisso claro”.

“Se o Governo vier dizer que não pode ser no primeiro trimestre de 2026, que tem de ser no segundo ou terceiro, tudo bem. Mas é preciso dar um sinal de que é possível antecipar”, reforça o também vice-presidente da bancada da IL.