O debate em volta do modelo proposto pela Liga Portugal para a centralização dos direitos televisivos domina a XVI Cimeira de Presidentes, que decorre nesta quinta-feira na sede da entidade, em Ramalde, no Porto. A reunião começou pouco depois das 10 horas e os representantes do Santa Clara foram os últimos a chegar. Arouca e Felgueiras não se fizeram representar.

De recordar que Liga e FPF têm até ao final desta época para apresentar uma proposta de modelo de comercialização, posteriormente submetida a aprovação da Autoridade da Concorrência. De olho na realidade financeira e competitiva de países como Inglaterra, Espanha e Itália, as entidades que tutelam o futebol português pretendem que as sociedades desportivas dos campeonatos profissionais não comercializem individualmente os direitos de transmissão.

Ademais, a implementação do novo modelo deve acontecer em 2028, conforme publicado em Decreto-Lei em fevereiro de 2021.

A XVI Cimeira de Presidentes vai também abordar tópicos como infraestruturas e alteração dos quadros competitivos.

Ainda que não conste da ordem de trabalhos, a ameaça de greve por parte da APAF paira sobre a reunião. De recordar que, na noite de quarta-feira, a Liga Portugal qualificou como «incompreensível» o comunicado da associação que representa os árbitros.

Os presidentes chegaram pouco antes das 10 horas e deixaram o auditório pela primeira vez às 13h30, cancelando o «coffee break» e saltando para o almoço. É a única pausa. Nesse momento, Frederico Varandas e André Bernardo deixaram a sede da Liga, por compromissos inadiáveis em Lisboa. Em representação do Sporting ficou Patrícia Silva Lopes, que ocupa o cargo de “Executive Board Advisor”.

A cimeira termina pelas 16 horas, com Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, a falar aos jornalistas de seguida.