Reinaldo Teixeira, líder da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), sublinhou o compromisso dos clubes em relação às matérias discutidas na 16.ª Cimeira de Presidentes, que decorreu esta quinta-feira na Arena da Liga Portugal, no Porto. Em debate estiveram a chave de distribuição dos direitos audiovisuais — tema que dominou a primeira parte do encontro —, os quadros competitivos e as infra-estruturas.

Sobre os direitos televisivos, foi alcançado um consenso generalizado sobre a fatia (90% do bolo total) destinada aos clubes da I Liga, cabendo aos emblemas do segundo escalão até 10% da receita.

Menos clara ficou a fórmula de distribuição de verbas pelos clubes, que poderá depender de factores como o mérito desportivo, a implantação social, as audiências e escolha dos operadores, e mesmo as infra-estruturas.

Todas estas questões terão de ser ratificadas em Assembleia Geral, podendo haver ajustes face às pretensões de emblemas como o Nacional da Madeira, que reclamou para os clubes da II Liga metade do valor total destinado à I Liga.

Proposta que mereceu a oposição de FC Porto e Sporting, com os respectivos líderes a lembrarem que o modelo apresentado pela Liga fora prévia e unanimemente aprovado pelo conselho de administração da Liga Centralização.

A discussão relativa aos quadros competitivos mereceu a atenção dos clubes, com FC Porto, Benfica, Paços de Ferreira e Nacional a defenderem o fim da Taça da Liga, enquanto a LPFP propõe um modelo alargado a todos os clubes profissionais, baseando-se no formato da actual Liga dos Campeões, com a diferença de que os quatro primeiros da I Liga teriam acesso directo aos quartos-de-final. Os outros quatro seriam apurados numa liga à parte. Uma medida a implementar a partir da próxima época.

No final, o líder da LPFP assumiu que só haverá mudanças nos quadros competitivos se daí resultar uma mais-valia, reforçando o clima de cooperação que “num curto período” permitiu “alcançar o que se julgava impossível”.