Nascido no Canadá, chegou a Los Angeles na adolescência, pouco depois da II Guerra Mundial, e tornou-se um dos mais famosos e influentes arquitetos do mundo, com uma carreia que se desdobra por seis décadas.

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Morreu esta sexta-feira, aos 96 anos, Frank O. Gehry, um dos grandes nomes da arquitetura contemporânea e autor de projetos como o Museu Guggenheim, em Bilbau, e a sala de concertos Walt Disney, em Los Angeles.
Formado em arquitetura na Universidade do Sul da Califórnia e em Planeamento Urbano, em Harvard, Frank Gehry ficou conhecido em todo o mundo com o Museu Guggenheim, em Bilbau, inaugurado em 1997, projetado com esculturas onduladas em titânio.
Museu Guggenheim, em Bilbau, Espanha
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Associado ao pós modernismo e ao movimento desconstrutivista, o arquiteto foi sendo cada vez mais requisitado, ao longo das décadas de 80 e 90, destacando-se, por exemplo, o Vitra Design Museum, na Alemanha, e o American Center, em Paris.
Com o projeto do Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, Frank Gehry venceu uma das maiores distinções da área, o Prémio Pritzker, em 1989.
Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, Estados Unidos
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Ao currículo juntam-se projetos mais recentes como a Fundação Louis Vuitton, em Paris, o Biomuseo, na Cidade do Panamá, e ainda um memorial ao 34.º Presidente dos Estados Unidos, Dwight David Eisenhower, em Washington.
Ainda em construção, o Museu Guggenheim de Abu Dhabi, que deverá abrir em 2026, foi também desenhado pela arquiteto.
Frank Gehry nasceu a 28 de fevereiro de 1929 em Toronto, no Canadá. Chegou a Los Angeles na adolescência, pouco depois da II Guerra Mundial, e tornou-se um dos mais famosos e influentes arquitetos do mundo, com uma carreia que se desdobra por seis décadas.
Em 2003, o então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, convidou Frank Gehry a desenvolver um projeto para o Parque Mayer, na capital portuguesa, que não foi concretizado.
Gehry morreu esta sexta-feira, na casa em Santa Mónica, na Califórnia, na sequência de uma infeção respiratória.