Entre as suas obras mais recentes contam-se a sede do DZ Bank, em Berlim, na Alemanha, a expansão do edifício-sede do Facebook, na Califórnia, a sede da InterActiveCorp, em Nova Iorque, e projeto habitacional de 76 andares, no bairro de Chelsea, em Manhattan, inaugurado em 2011.
Em 2003, o então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, convidou Frank Gehry a desenvolver um projeto para o Parque Mayer, na capital portuguesa, que não foi concretizado.
A versão inicial desse projeto incluía um casino, quatro salas de teatro, um clube de jazz, um museu da moda, uma mediateca, dois edifícios para habitação, um hotel e zonas comerciais.
Em declarações a jornalistas portugueses, nesse ano de 2003, Frank Gehry explicou que não queria fazer “uma reconstrução histórica”, mas sim transformar o Parque Mayer num “espaço moderno do século XXI” de maneira a que parecesse “que esteve sempre ali”.
A proposta previa um edifício principal, em pleno Parque Mayer, com duas salas de espectáculos – a maior, com capacidade de 800 a mil pessoas, previa uma sala interior e um anfiteatro ao ar livre, na fronteira com o Jardim Botânico.
Frank Gehry regressou a Portugal, em 2014, para apresentar na Guarda outro projeto de um hotel de cinco estrelas e de um museu, no contexto de um complexo turístico, previsto para a zona de fronteira entre os concelhos da Guarda e de Belmonte.
Em 2007, o arquiteto desenhou o cenário para o concerto de Mariza no Walt Disney Concert Hall, que três anos mais tarde acompanhou a fadista na digressão de apresentação do seu álbum “Fado Tradicional”.
Gehry idealizou então uma taberna, tal como a concebia, num beco de Lisboa, com o objetivo de realçar e apoiar Mariza na sua atuação em Los Angeles, como o arquiteto então declarou à Associated Press.
“Não vai ser uma decoração Frank Gehry. Não a vão reconhecer”, disse na altura à agência norte-americana de notícias, sublinhando o intimismo do cenário.
Em 2011, Gehry regressou como professor à Universidade do Sul da Califórnia, onde se formara, depois de ter ensinado nas universidades de Yale e de Columbia.
Embora gostasse de desenhar e construir cidades em miniatura quando era criança, como hoje recorda o Los Angeles Daily News, Gehry contava que só aos 20 anos considerou a possibilidade de seguir a carreira de arquitetura, depois de um professor de cerâmica ter reconhecido o seu talento: “Foi como se fosse a primeira coisa na minha vida em que me saí bem”.
Frank Gehry foi distinguido com mais de uma centena de prémios, entre os quais o Pritzker (1989), o Praemium Imperiale do Japão (1992), o Frederick Kiesler, da Áustria (1998) e o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes, de Espanha (2014), além da Medalha de Ouro do American Institute of Architects (1999).
O jornal The New York Times define-o hoje como “o titan da arquitetura”. O Los Angeles Times considera-o o mais famoso e conhecido arquiteto norte-americano, depois de Frank Lloyd Wright (1867-1959), o criador do Museu Guggenheim, em Nova Iorque.