A competição no setor da inteligência artificial (IA) está mais acesa do que nunca, forçando as grandes empresas a acelerar os seus planos de desenvolvimento. A OpenAI prepara-se agora para lançar o seu novo modelo, o GPT-5.2, numa resposta direta aos recentes avanços da sua principal rival, a Google.

Aceleração interna face à concorrência

O ambiente na OpenAI é de urgência. Sam Altman, o CEO da empresa, declarou um “código vermelho” no início da semana, mobilizando a equipa para dar uma resposta rápida e eficaz à crescente pressão competitiva exercida pela Google e pela Anthropic.

Segundo fontes próximas da empresa, a primeira ação desta nova fase será o lançamento do modelo GPT-5.2, concebido para rivalizar diretamente com o recente Gemini 3.

Aparentemente, o desenvolvimento do GPT-5.2 já está concluído e o seu lançamento poderá ocorrer logo no início da próxima semana.

As mesmas fontes indicam que esta nova versão tem como objetivo anular a vantagem que a Google obteve com o lançamento do seu Gemini 3 no mês passado – um modelo cujas capacidades impressionaram não só o mercado, mas também figuras proeminentes como Sam Altman e Elon Musk.

Gemini e ChatGPT

Lançamento antecipado pela OpenAI

De acordo com uma reportagem do portal The Information, Altman afirmou que, nas avaliações internas da OpenAI, o seu próximo modelo de raciocínio já demonstra um desempenho “superior ao do Gemini 3 da Google”. Esta confiança no novo produto parece ser o motor por trás da decisão de antecipar o seu lançamento.

Fontes internas revelam que o plano original da OpenAI era lançar o GPT-5.2 apenas no final de dezembro. No entanto, a pressão exercida pelos concorrentes levou a uma reavaliação do calendário. Atualmente, a data provisória apontada para a disponibilização do GPT-5.2 é 9 de dezembro, embora a empresa não tenha confirmado oficialmente esta informação.

É importante notar que os calendários de lançamento da OpenAI são frequentemente ajustados em função de múltiplos fatores, como desafios técnicos de última hora, questões de capacidade dos servidores ou até mesmo em resposta a anúncios e fugas de informação de modelos rivais. Como tal, não seria surpreendente se a data de 9 de dezembro sofresse alguma alteração.

A declaração de “código vermelho” por parte de Altman não visa apenas o lançamento de um novo modelo, mas sim uma mudança de foco. A empresa pretende priorizar a melhoria da velocidade, fiabilidade e capacidade de personalização do seu chatbot, em detrimento de novas funcionalidades mais vistosas.

 

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