ZAP // Douyin; SCMP; Stockcake

Uma análise de ADN revelou que os traços caucasianos de Guojiang, menina chinesa loira de olhos azuis, têm origem num bisavô russo
Os pais da Guojiang, de três anos, ficaram inicialmente perplexos com o aspeto invulgar da filha, e chegaram a questionar se o hospital lhes tinha dado o bebé errado à nascença. Uma análise genética permitiu à família descobrir a razão: a culpa é de um bisavô russo.
Uma criança de três anos, de Yancheng, na província de Jiangsu no leste da China, está a fascinar o país com os seus marcados traços caucasianos, apesar de os pais serem chineses. A história já somou 120 milhões de visualizações nas redes sociais do país.
Quando Guojiang nasceu, em maio de 2022, os pais ficaram inicialmente intrigados com o aspeto invulgar da filha: loira, de olhos azuis bem redondos. Chegaram mesmo a perguntar-se se o hospital não lhes teria dado o bebé errado por engano.
Contudo, conta o South China Morning Post, vários testes de ADN confirmaram que a menina, cujo nome significa “compota”, é de facto filha biológica do casal.
Ao investigarem a história genética da família, os pais da menina, de apelido Yang, descobriram que o bisavô paterno de Guojiang era russo. Tinha casado com uma mulher da província de Henan, no centro da China, e vivia no país desde então; morreu em 1985.
O pai de Guojiang salienta que todos os nascimentos anteriores na família tinham sido de rapazes. “Os genes recessivos herdados do meu bisavô, que influenciam a nossa aparência, parecem não se manifestar nos homens”, explicou Yang.
Nem o pai da menina nem os restantes familiares do sexo masculino, incluindo o avô, exibem qualquer traço visível de ascendência mista.
À nascença, Guojiang tinha um aspeto típico de um bebé chinês. Contudo, as diferenças começaram a tornar-se evidentes quando tinha cerca de oito meses, altura em que os olhos se tornaram azuis.
No primeiro aniversário, os traços caucasianos estavam ainda mais vincados: o cabelo ficou louro e encaracolado, as pestanas alongaram-se e o azul dos olhos tornou-se mais intenso. “Alguns familiares mais velhos e amigos diziam que a minha filha se parecia muito com o bisavô”, contou Yang.
Guojiang, que fala mandarim fluentemente e frequenta desde setembro o jardim-de-infância, tornou-se rapidamente tema de debates acesos nas redes sociais da China, e desperta curiosidade onde quer que apareça com os pais.
“Quando a levamos à rua, as pessoas ficam curiosas e perguntam muitas vezes porque é que ela parece estrangeira. Às vezes, ficamos casados de ter que dar explicações a tantos desconhecidos”, diz Yang.
A mãe de Guojiang não dá grande importância ao aspeto exterior: “As características físicas são determinadas aleatoriamente pelos genes. Não valorizo muito isso”. Os seus desejos para a filha são claros: “Só quero que cresça saudável e feliz e que se torne uma pessoa útil para a sociedade”.