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De acordo com a Prefeitura, 13 obras de arte foram roubadas. A lista divulgada aponta oito gravuras do artista francês Henri Matisse e cinco do brasileiro Candido Portinari — todas da série “Menino de Engenho”.
As peças faziam parte da exposição realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), que reunia obras e livros raros para celebrar a influência da instituição na formação da arte moderna no país, e que terminava neste domingo.
As telas expostas de Matisse eram ilustrações de um livro raro do artista, chamado “Jazz”. Foram levadas oito das 20 pranchas impressas do pintor francês. Veja a lista:
- O palhaço (Le clown);
- O circo (Le cirque);
- Senhor leal (Monsieur loyal);
- O pesadelo do elefante branco (Cauchemar de l’Eléphant Blanc);
- Os Codomas (Le Codomas);
- O nadador no aquário (La nageuse dans l’aquarium);
- O engolidor de palavras (L’avaleur de sabres);
- O cowboy (Le Cowboy).
Já as cinco gravuras de Portinari roubadas não foram listadas ainda, mas todas fazem parte da série “Menino de Engenho”, e são ilustrações o livro homônimo de José Lins do Rego, publicado em 1932.
Biblioteca Mario de Andrade, no Centro de São Paulo — Foto: Pedro Kirilos/Agência O Globo
O que se sabe até agora sobre o assalto
Segundo a Polícia Militar, seguranças e guardas municipais que patrulham a entrada da biblioteca foram rendidos, os criminosos entraram, roubaram os quadros, e fugiram em direção ao Vale do Anhangabaú.
Ninguém ficou ferido. A polícia militar analisa imagens de câmeras de segurança e faz buscas na região. A Prefeitura afirma que as peças tinham apólice de seguro vigente, e todo o material disponível está sendo entregue às autoridades para auxiliar as investigações.
Inaugurada em 1926, a Biblioteca Mário de Andrade é uma das mais importantes instituições culturais de São Paulo, e reúne um vasto acervo de livros, documentos e obras de arte.
Não fi a primeira vez que o lugar foi alvo de um roubo. Em junho de 2024, a Polícia Federal (PF) anunciou a recuperação de várias gravuras raras que haviam sido furtadas da Biblioteca Mário de Andrade em 2008 — um dos episódios mais graves de furto de acervo cultural da instituição.
As gravuras brasileiras do livro “Souvenirs de Rio de Janeiro”, pintado à mão por Johann Jacob Steinmann entre 1834 e 1835, foram encontradas 16 anos depois com um colecionador brasileiro, que teria comprado a obra legalmente numa casa de leilões em Londres. Após recuperadas, as obras foram devolvidas à Prefeitura de São Paulo, responsável pela Biblioteca Mario de Andrade.