A ministra da Saúde Ana Paula Martins admitiu esta segunda-feira que este ano a época da gripe está a surgir mais cedo e com um maior impacto do que em épocas anteriores, pedindo aos cidadãos que tomem medidas de prevenção, como a vacinação dos grupos prioritários ou o uso de máscara em espaços fechados.

Numa conferência de imprensa realizada depois das 18h no Ministério da Saúde, em Lisboa, Ana Paula Martins garantiu que os serviços de saúde estão preparados para dar uma resposta adequada às exigências, admitindo que se a procura atingir determinados níveis será necessário suspender em alguns hospitais as cirurgias programadas. “Posso assegurar que as nossas instituições estão preparadas e articuladas, desde os hospitais e centros de saúde, ao INEM, à Direcção-Geral da Saúde, ao Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e à Direcção-Executiva do Serviço Nacional de Saúde [SNS] para dar a melhor resposta possível aos portugueses desde a prevenção ao tratamento”, afirmou a ministra.

A governante reconheceu que estamos perante uma fase de “muita exigência”, mas realçou que existem planos de contingência preparados, dando ainda conta de que até ao final de Novembro perto de 2,3 milhões de pessoas tinham-se vacinado contra a gripe, mais do que o ano passado na mesma altura. Sem referir que a vacina já só está disponível para grupos de risco (as doses existentes para o resto da população já se esgotaram e não vão ser repostas), a ministra instou aqueles que fazem parte dos grupos prioritários e ainda não estão vacinados a fazerem-no. “Estas pessoas podem dirigir-se aos centros de saúde ou às farmácias aderentes e tomar a vacina sem pagar nada”, sublinhou Ana Paula Martins.

A ministra adiantou que já foi activada a task force que esteve em funções o ano passado, duas semanas mais cedo do que em 2024. Este grupo reúne a Direcção-Executiva do SNS, a Direcção-Geral da Saúde, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, a linha SNS24 e o Instituto Nacional de Emergência Médica, entre outras entidades.

Para diminuir o número de internamentos sociais, Ana Paula Martins diz que foram abertas mais de 150 camas sociais. “A título de exemplo, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vais disponibilizar 27 camas sociais e 112 de apoio ao internamento hospitalar”, disse a governante.