O futuro da Ford no Mundial de Ralis (WRC) está em causa, e a M-Sport, equipa histórica da marca norte-americana, pode estar a preparar uma mudança de paradigma para a era WRC27. Segundo a revista italiana TuttoRally, a Ford pode estar prestes a abandonar o WRC após décadas de história, com a M-Sport de Malcolm Wilson a explorar uma nova parceria com a chinesa Lynk & Co.
Segundo o tuttorally.news, o envolvimento da Ford no WRC27 é, neste momento, considerado improvável. Vários fatores apontam para um desinvestimento gradual da marca norte-americana. A homologação do atual Fiesta WRC2 está a terminar, e não há sinais claros de um substituto. A Ford regressa à F1 em 2026 como fornecedora de motores para a Red Bull, desviando recursos e atenção do rali. Simultaneamente, a marca tem investido fortemente nas pick-ups Raptor para competição em ralis-raid, uma área onde a M-Sport também tem estado envolvida no desenvolvimento. As verbas para o programa WRC têm sido progressivamente cortadas, sinalizando desinteresse da modalidade.

Entrada chinesa no WRC?
Com o futuro da Ford incerto, a M-Sport está ativamente à procura de um novo construtor. Segundo a mesma fonte, a surpresa vem da Lynk & Co, marca nascida do grupo chinês Geely (que também detém a Volvo), que tem vindo a construir um pedigree sólido no desporto motorizado. A Lynk & Co dominou o WTCR/TCR World Tour, conquistando nove títulos em sete temporadas, demonstrando ambição e capacidade técnica. O projeto envolveria a M-Sport a desenvolver carros WRC27, mas com carroçaria e marca Lynk & Co — um modelo similar ao que a equipa já utilizou no passado com a Bentley no GT. A M-Sport está entre os potenciais interessados nos projetos preliminares do WRC27, e a Lynk & Co surge como o nome mais inesperado.

A possível entrada da Lynk & Co no WRC27, juntamente com o regresso confirmado da Lancia (com o novo Rally2 no Rali de Monte Carlo), é vista como um sinal extremamente positivo para a saúde do Mundial. A M-Sport garantiria que a equipa continuasse a operar com ambições renovadas, mesmo sem a Ford. A chegada de um novo construtor traria frescura e investimento numa altura em que o campeonato se prepara para uma nova era técnica.
Embora ainda não oficial, a informação aponta para um cenário plausível: a Ford poderá estar a fechar o capítulo do WRC, mas a M-Sport, com a Lynk & Co, poderá estar a abrir um novo. Seria uma transição que preservaria a experiência e estrutura da equipa britânica, enquanto introduziria uma marca com provas dadas no desporto motorizado e ambição global. O rali mundial está em mudança, e 2027 pode ser o ano que reescreve as regras do jogo.