O número de 700 novos casos de gripe por cada 100 mil habitantes em Portugal, na última semana, alarmou o Ministério da Saúde e a DGS que, esta segunda-feira, em conferência de imprensa, quiseram alertar os portugueses para as semanas “particularmente exigentes” que aí vêm.

Ana Paula Martins reconheceu a escassez de profissionais e avisou que “a gripe terá este ano um impacto maior”, motivo pelo qual foram alargados os horários dos centros de atendimento clínico e dos serviços de atendimento clínico.

Etiqueta respiratória

Rita Sá Machado, diretora-geral da Saúde, revelou que a curva dos infetados com vírus da gripe “está em fase ascendente”, mas “ainda não é epidémica”. Devido ao aumento de casos, defendeu que os sintomáticos devem usar máscara: “É importante focarmos não apenas na utilização de máscara, mas naquilo que é a etiqueta respiratória, portanto já é aconselhado, sempre que se tem sintomas respiratórios e se vai aos cuidados de saúde, fazerem a utilização da máscara”. Noutros cenários, é essencial “lavar as mãos, tossir e espirrar para o cotovelo e arejar espaços”.

O Governo decidiu ainda que vai criar já a task force de monitorização diária da atividade gripal, à semelhança do que aconteceu no ano passado, embora tenha sido perto do final de dezembro. “É previsível um aumento da procura dos serviços de urgência, o que, aliás, já se começou a notar”, assinalou a governante.

Mais ambulâncias e camas

Embora ressalve que as instituições “estão preparadas e articuladas para dar a melhor resposta possível aos portugueses”, também confirmou que o Serviço Nacional de Saúde “está com a capacidade reforçada”. Lembrou, a este propósito, que o aumento do recurso às urgências pode ser compensado, pelos hospitais, com a paralisação da atividade cirúrgica não urgente.

Quanto ao reforço de meios, o INEM vai socorrer-se de ambulâncias da rede de proteção civil e da Cruz Vermelha Portuguesa. Já a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa disponibilizou 27 camas sociais, 112 camas de apoio e está a procurar mobilizar uma resposta de emergência de mais 50 camas nas próximas semanas.