Lando Norris é um justo campeão e merece todos os elogios que tem recebido. Mas não podemos dissociar a época 2025 da espetacular recuperação de Max Verstappen e da Red Bull. O piloto neerlandês confirmou o rótulo de melhor piloto da atualidade e continua a marcar uma era da Fórmula 1.
A temporada 2025 da Red Bull parecia destinada a terminar de forma fria e cinzenta, longe dos primeiros lugares, relegada a lutas pontuais pelo pódio. Com apenas duas vitórias conquistadas na primeira metade da temporada, Verstappen saiu de Zandvoort com 104 pontos de desvantagem para o líder, que na altura era Oscar Piastri. Na corrida anterior, na Hungria, Verstappen ficou a mais de um minuto de Lando Norris, o vencedor dessa prova. Sinais francamente negativos que não evidenciavam nenhum laivo de esperança.
Mas chegou Laurent Mekies e, de forma surpreendente, a equipa encontrou novamente o rumo e uma energia que foi crescendo ao ritmo das exibições de Verstappen. Desde a décima sexta jornada (em oito corridas), só não venceu três vezes. Nunca mais falhou um pódio e terminou o ano com uma série de três vitórias consecutivas, igualando a série de Oscar Piastri. Verstappen continua a impressionar. Com um carro que, a certo ponto da temporada, era claramente inferior ao McLaren, conseguiu escrever um final completamente diferente do que todos esperavam.

Já não há elogios suficientes para o neerlandês, que é o melhor piloto da atualidade. Afirmou na conferência de imprensa final que estava muito orgulhoso do que tinha conquistado e que esta terá sido a sua melhor época de sempre. É um privilégio poder assistir às exibições de Verstappen. A sua capacidade não tem par neste momento e a forma como vê as corridas merece ser enaltecida. Quer vencer sempre e trabalha incansavelmente para isso. Mas não se vê apenas como um piloto de Fórmula 1 e gosta de experimentar novas realidades, como fez no Nürburgring.
Verstappen ainda vai fazer muita história. Não apenas na Fórmula 1, mas no automobilismo em geral. A sua postura sem rodeios, direta e crua agrada mais a uns, menos a outros. A sua agressividade em pista será sempre ponto de discussão, pois está-lhe no sangue. Nunca será uma personagem unânime (quem o é hoje em dia?), mas o seu talento atingiu um ponto que ninguém, nem os mais acérrimos detratores, conseguem negar. O homem do “simply lovely” é, neste momento, “simply the best” e o seu nome já figura no lote dos melhores de sempre.