Recentemente, Donald Trump informou ter autorizado o secretário de Transportes dos Estados Unidos a aprovar a produção dos chamados kei cars japoneses, que o Presidente descreveu como “muito bonitos”. Será que os carros minúsculos têm espaço nas estradas dominadas pelos SUV?
Dirigindo-se aos jornalistas, na Casa Branca, Donald Trump disse que autorizou o secretário dos Transportes, Sean Duffy, a aprovar a produção dos kei cars, que descreveu como “muito bonitos”, segundo Bloomberg. Mais tarde, reforçou-o na sua rede social:
Conforme já vimos anteriormente, os kei cars são verdadeiramente populares no Japão. Contudo, o cenário nos Estados Unidos pode não ser tão convidativo.
Embora alguns entusiastas tenham importado kei cars japoneses antigos para o país, atualmente não é legal conduzi-los nas estradas norte-americanas devido à regulamentação de segurança, segundo a Bloomberg.
Estarão os Estados Unidos preparados para os kei cars?
À CNBC, o secretário dos Transportes disse que quer “dar às nossas fabricantes a oportunidade de construir” mini automóveis, se “houver mercado para esses veículos”.
Na sua opinião, eles poderiam ser uma “ótima solução” para as cidades, ainda que “provavelmente não” funcionem nas autoestradas do país.
Segundo a Car & Driver, os veículos mais populares nos Estados Unidos para 2025, até agora, correspondem a pick-ups e SUV, com os modelos Ford F-Series, Chevy Silverado e Toyota RAV4 nos três primeiros lugares.
Neste cenário, é possível que a maioria dos condutores norte-americanos não esteja particularmente interessada num pequeno kei car.
Nissan Sakura
À Road & Track, um porta-voz do Insurance Institute for Highway Safety disse que, a menos que os automóveis do tipo kei “recebam algum tipo de isenção, o que não sei se é possível, provavelmente haverá uma série de normas de segurança que precisariam de ser alteradas para permitir que os modelos atuais vendidos noutras partes do mundo sejam vendidos aqui”.
A Car & Driver cita, ainda, outros obstáculos aos “muito bonitos” kei cars, nomeadamente a obrigatoriedade de serem produzidos nos Estados Unidos, exigindo reconfigurações nas fábricas das empresas, e o facto de a maioria de os modelos ser elétrica, uma motorização que a administração de Trump não favorece.
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