Sonae

Luís Moutinho, CEO da Sonae
Sonae vai abrir 100 novas lojas ao longo dos próximos anos. Experiência no estrangeiro não é para repetir.
40 anos depois da inauguração do primeiro hipermercado, hoje junto ao NorteShopping (Matosinhos), o Continente está a expandir-se em Portugal e quer chegar aos 500 hipermercados e supermercados nos próximos cinco anos.
Mais 100 lojas até 2030, mais 3.000 pessoas contratadas. A Sonae MC, com os dois novos espaços em Alijó e Pombal, vai fechar este ano com um total de 403 espaços.
O CEO da Sonae MC, Luís Moutinho, disse aos jornalistas que “ainda há muito espaço para crescer em áreas urbanas”. As “grandes oportunidades” são na Grande Lisboa e no interior do país, essencialmente “em zonas onde o Continente ainda não está”, cita o ECO.
A aposta é em Portugal, não no estrangeiro. A Sonae tentou impor-se no Brasil (não correu bem, e saiu do mercado há 20 anos) e tentou entrar em Angola, sem sucesso.
“O negócio de retalho alimentar, sobretudo no conceito que temos de um sortido alargado, é muito, muito local. Não entraremos em loucuras que nos possam fazer muito mal”, admitiu Luís Moutinho.
“Se não vemos essa oportunidade de nos internacionalizarmos no negócio de retalho alimentar, não o queremos fazer. Não nos queremos meter em problemas”, completou o CEO, que lembrou que crescer em Portugal “já dá muito trabalho”.
Subida de preços
No mesmo evento, o director da Sonae MC admitiu que os preços nas lojas Continente vão subir em 2026. Porque “não há outro remédio”.
“Os preços têm de subir. Se há inflação, os preços têm de subir. Pode haver maior ou menor inflação, e espera-se que seja menor [em 2026] do que no passado recente, em 2022 e 2023. O que esperamos é que os níveis de inflação no próximo ano estejam estáveis, em patamares bem inferiores aos dos últimos anos. Mas sempre que há inflação, os preços têm de subir”, lembrou o responsável.
Luís Moutinho frisou que o negócio do retalho alimentar em Portugal “é de margens baixas”.
O CEO deixou ainda uma dica sobre as caixas onde são os clientes a passar as compras para pagar: “Às vezes os clientes veem eficiências que nós não vemos. Acham que temos o self-checkout para reduzir o número de pessoas, mas é para servi-las mais rapidamente”.