O Reino Unido afirmou esta sexta-feira que a chamada “frota fantasma” da Rússia é composta por “entre 600 e 1.000 petroleiros antigos”, usados para contornar as sanções internacionais impostas após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
De acordo com os serviços de informações britânicos, “a ‘frota fantasma’ da Rússia, composta por entre 600 e 1.000 petroleiros antigos, recorre à propriedade opaca, a transferências entre navios e a posições falsas nos sistemas de identificação automática para manter as exportações de petróleo russas”.
A avaliação, divulgada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido numa nota publicada na rede social X, alerta ainda que o “mau estado” destes navios representa “riscos ambientais contínuos no mar”, sublinhando que a operação russa depende de embarcações envelhecidas e frequentemente fora dos padrões exigidos pela regulamentação internacional.
Os serviços secretos britânicos lembram que a Rússia tentou regressar, no final de novembro, ao Conselho da Organização Marítima Internacional (OMI), depois de ter perdido o seu lugar em 2023, “apesar da sua estratégia contínua com a ‘frota fantasma’, que procura contornar as sanções ocidentais, incluindo o limite de preço de 60 dólares (cerca de 51,2 euros) por barril de petróleo”.
Londres considera que a exclusão de Moscovo é “um revés diplomático” que reduz a sua influência nas decisões que moldam a navegação mundial e as normas aplicadas no Ártico.
O Reino Unido recorda ainda que este novo “fracasso” diplomático surge depois da Rússia não ter conseguido, em setembro de 2025, recuperar o lugar no Conselho da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).
Além disso, a OACI emitiu, a 3 de outubro, uma condenação formal por “interferência com sinais de navegação por satélite na Europa, colocando em risco o tráfego aéreo”.
“A Rússia foi expulsa do Conselho da OACI em 2022, na sequência da invasão da Ucrânia e da subsequente apreensão de aeronaves alugadas pelo país”, acrescentam os serviços de informações britânicos.