Dando voz àquilo que o mercado e os clientes têm acompanhado, à medida que são lançadas novidades cada vez mais competentes, fazendo os rivais ocidentais temerem pela sua quota, o responsável da Porsche na China admitiu que o ritmo de inovação do país asiático é “impressionante”.

Alexander Pollich, responsável máximo da Porsche na China

Embora a Porsche esteja a implementar uma nova estratégia para recuperar terreno na China, à semelhança de outras fabricantes de automóveis ocidentais, que se têm queixado da queda das vendas no país asiático, é difícil que consiga recuperar os seus volumes anteriores.

Afinal, depois de, em 2024, as vendas da Porsche terem caído 28%, na China, a tendência manteve-se este ano, pois durante os primeiros três trimestres as entregas reduziram mais 26%.

Segundo Alexander Pollich, responsável máximo da empresa na China, durante uma entrevista, o ritmo de inovação na China é “impressionante”.

De facto, a marca está a enfrentar uma onda de novos rivais liderados pela Xiaomi, cujo SU7 foi descrito por alguns como um Porsche Taycan ao preço de um Tesla Model 3, conforme citado.

O ritmo de inovação na China é impressionante, assim como a variedade de produtos disponíveis, e os preços e estratégias de marketing parecem mudar diariamente. De repente, deparamo-nos com uma multidão de participantes no mercado. E, para ser sincero, os carros satisfazem os gostos dos clientes. Mas estamos à altura deste desafio.

Disse Alexander Pollich, partilhando que acredita que a Porsche pode recuperar a preferência dos clientes chineses.


Porsche está a flexibilizar a estratégia

Apesar do foco que já assumiu nos modelos eletrificados, a Porsche decidiu flexibilizar a sua estratégia, mantendo a sua presença em várias frentes automóveis.

Conforme informámos, recentemente, Michael Steiner, diretor de desenvolvimento da Porsche, confirmou uma mudança de estratégia da fabricante.

Considerando o comportamento do mercado, a Porsche apostará nos motores de combustão interna e prolongará a vida útil da sua gama híbrida plug-in por mais tempo do que o inicialmente previsto.

Segundo Steiner, “não é que tenhamos de reestruturar completamente a nossa estratégia; nem todos os mercados do mundo estão igualmente preparados para os sistemas de propulsão elétricos”.

 

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