Continua sem especificar que tipo de cancro tem, mas o rei inglês garantiu, nesta sexta-feira, que o tratamento será reduzido no próximo ano. “Tenho o prazer de partilhar convosco a boa notícia de que, graças ao diagnóstico precoce, à intervenção eficaz e à adesão às orientações médicas, o meu próprio calendário de tratamento oncológico poderá ser reduzido no próximo ano”, afirmou, numa gravação transmitida pelo Channel 4, no âmbito de uma campanha nacional de sensibilização para o cancro na Grã-Bretanha.
“O diagnóstico precoce, simplesmente, salva vidas”, salientou, no entanto, não falou em remissão nem cura. De acordo com o Palácio de Buckingham, numa nota divulgada pela Reuters, a recuperação do rei atingiu uma fase muito positiva e aquele “respondeu excepcionalmente bem ao tratamento”, tanto que os médicos vão agora passar o seu tratamento “para uma fase de precaução”.
Carlos III, de 77 anos, foi diagnosticado com um tipo de cancro não especificado em Fevereiro do ano passado e esta actualização sobre o estado da sua saúde era há muito esperada.
A mensagem gravada em Clarence House, a sua residência, em finais de Novembro, visa incentivar mais pessoas a fazerem exames de detecção de cancro e a tirarem partido dos programas nacionais de rastreio.
“Sei por experiência própria que um diagnóstico de cancro pode ser devastador. No entanto, também sei que a detecção precoce é a chave que pode transformar os tratamentos, dando tempo valioso às equipas médicas”, salientou. “A sua vida, ou a vida de alguém que ama, pode depender disso”, prosseguiu.
“As estatísticas são claras. Para dar apenas um exemplo: quando o cancro do intestino é detectado na fase inicial, cerca de nove em cada dez pessoas sobrevive pelo menos cinco anos. Quando diagnosticado tardiamente, este número desce para apenas uma em cada dez”, referiu.
Apesar desta referência ao intestino, segundo a BBC, fonte real alertou que “não deve ser interpretada como relacionada com a sua própria condição” e que “o cancro da próstata já foi descartado”.
O monarca incentivou ainda as pessoas a utilizarem a ferramenta online de verificação de rastreio e falou também sobre a “comunidade de cuidados que envolve cada doente oncológico, os especialistas, os enfermeiros, os investigadores e os voluntários que trabalham incansavelmente para salvar e melhorar vidas”.
Charles III tem continuado a trabalhar, incluindo viagens ao estrangeiro e visitas de Estado, como a do presidente alemão na semana passada.
A confirmação oficial de que o monarca tinha sido diagnosticado com cancro foi feita pouco mais de um mês antes de Kate Middleton, mulher do príncipe William, ter também confirmado o mesmo diagnóstico – a princesa de Gales anunciou a remissão da doença no início deste ano.