A repercussão da fala de Fátima Bernardes, ao comentar seu relacionamento com um homem mais jovem, reacendeu uma discussão importante: a nova vitalidade das mulheres maduras. Longe dos estereótipos de décadas atrás, mulheres após os 45 e 50 anos vivem um momento de autonomia, segurança, energia e até de vida sexual mais ativa.

Para entender o fenômeno, a CARAS Brasil conversou com o nutrólogo e especialista em reposição hormonal Dr. Marcelo Silva, que acompanha diariamente a transformação da saúde feminina no consultório. Segundo o especialista, o caso de Fátima simboliza uma mudança social muito maior.

O caso de Fátima Bernardes

“A idade cronológica perdeu relevância. Hoje avaliamos idade biológica e vitalidade, que dependem muito de hormônios, massa muscular, vitaminas e minerais, saúde intestinal, sono e até da forma como cada mulher gerencia o estresse. E muitas mulheres de 50 anos têm vitalidade e idade metabólica de 30 quando tratamos as deficiências hormonais”, afirma o Dr. Marcelo Silva.

Ele explica que a medicina atual deixou para trás a velha visão de que a menopausa marca uma fase de declínio.

“Hoje sabemos que, quando a saúde hormonal está otimizada, a energia volta, a libido vai lá para cima, a autoestima floresce e a disposição melhora de maneira muito consistente. Isso muda rotina, humor, produtividade e até a forma de se relacionar”.

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Vitalidade

O médico destaca que muitas mulheres estão experimentando, pela primeira vez, uma vitalidade que antes não era possível, não por falta de capacidade, mas por falta de informação.

“Houve uma época em que se dizia que tratamento hormonal causava câncer de mama ou câncer de endométrio. Isso afastou muitas mulheres de terapias seguras. Hoje entendemos muito melhor os riscos, as indicações e os benefícios. Por isso tantas mulheres estão envelhecendo bem e permanecendo jovens”.

Hormônios como estrogênio, progesterona e até pequenas doses de testosterona, quando avaliados e prescritos de forma responsável, podem impactar positivamente:

  • disposição;
  • massa muscular;
  • lubrificação e libido;
  • humor;
  • memória;
  • confiança.

“O que vemos em mulheres como Fátima é o resultado de ciência somada ao autocuidado. No consultório, o que chama atenção é a soma de hábitos: treinar, comer bem, dormir melhor, suplementar o que falta e corrigir deficiências hormonais. Essa combinação cria uma mulher forte, ativa e segura. E isso transparece nos relacionamentos”.

A sociedade ainda está aprendendo a lidar com a mudança

“Há 20 anos, mulheres de 50 eram vistas como ‘senhoras’. Hoje são profissionais ativas, esportivas, independentes e com uma vitalidade que surpreende até elas mesmas”, diz.

Ele enfatiza que o relacionamento com homens mais jovens não é a causa desse bem-estar, é consequência: “A mulher madura com energia, libido equilibrada e autoestima elevada escolhe pela afinidade, não pela idade. Muitas vezes, a vitalidade dela combina mais com alguém mais jovem. Mas isso não tem nada a ver com hormônios determinando preferências amorosas. Tem a ver com se sentir viva, forte e inteira”.

Segundo o especialista, estamos apenas assistindo ao início de uma mudança geracional: “A tendência é uma geração 50+, 60+ extremamente ativa. Estamos vivendo os primeiros anos de uma revolução silenciosa: mulheres que se recusam a envelhecer como as gerações passadas. Isso é ciência, informação e autonomia”.

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Dr. Marcelo Silva

Dr. Marcelo Silva (CRM 107.18 MT | CRM-SP 153.750)
Médico especialista em Nutrologia pela USP, com formação internacional em tratamento da obesidade, com cursos como – Blackburn Course in Obesity Medicine da Harvard Medical School. CEO do Complexo Afthonos, maior complexo no seguinte do Centro oeste, referência nacional em medicina integrativa, prevencao de doencas, longevidade e emagrecimento. Com mais de 15 mil pacientes atendidos ao longo de 8 anos de atuação, é reconhecido por sua abordagem moderna, provocadora e sem modismos, unindo ciência, saúde preventiva e qualidade de vida.