O Presidente bielorrusso Alexander Lukashenko libertou neste sábado 123 prisioneiros, incluindo o co-vencedor do Prémio Nobel da Paz em 2022, Ales Bialiatski, e a destacada figura da oposição Maria Kolesnikova, após dois dias de negociações com um enviado do Presidente norte-americano, Donald Trump, segundo um comunicado dos EUA.

Em troca, os Estados Unidos concordaram em levantar as sanções sobre a potassa bielorrussa. A potassa é um componente essencial dos fertilizantes, de que o antigo Estado soviético é um dos principais produtores mundiais.

A libertação de prisioneiros foi, de longe, a maior decidida por Lukashenko desde que a administração Trump iniciou este ano contactos com o veterano líder autoritário, um aliado próximo do Presidente russo Vladimir Putin.

Os governos ocidentais tinham-no anteriormente isolado devido à repressão da dissidência interna e ao apoio à guerra da Rússia na Ucrânia.

Bialiatski, co-vencedor do Prémio Nobel da Paz de 2022, é um activista dos direitos humanos que durante anos lutou em defesa de presos políticos, antes de ele próprio se tornar um deles. Estava preso desde Julho de 2021.