A última grande chuva de estrelas do ano atinge o seu pico de intensidade na noite deste sábado para domingo: o fenómeno das Geminídeas, que ocorre desde 19 de Novembro até à véspera de Natal, atinge o seu auge esta noite, com uma frequência que pode superar os 120 meteoros por hora, num céu com condições perfeitas de visibilidade.

Ao contrário de outras chuvas de estrelas, que regra geral têm origem nas poeiras deixadas para trás por cometas, este fenómeno tem origem nos fragmentos de um asteróide, o (3200) Faetonte, descoberto em 1983, um corpo celeste com uma trajectória que passa bem perto do Sol no seu periélio (o ponto da órbita mais próximo da estrela) e contorna depois Marte no seu afélio (quando está mais afastado do Sol). A intercepção com a órbita da Terra acontece por esta altura, proporcionando a chuva de estrelas.

A noite deste sábado para domingo é a mais indicada para prestar atenção aos céus: com boas condições de visibilidade – céu limpo e pouca luminosidade –, é uma das “chuvadas” mais deslumbrantes do Hemisfério Norte, sublinha o site EarthSky.


Este ano, com a lua em fase minguante e a uma semana da Lua Nova, a conjuntura não é perfeita, mas permitirá boas condições para avistar a entrada destes fragmentos na atmosfera terrestre. É também importante procurar locais onde o céu esteja mais escuro – longe da poluição luminosa das cidades, por exemplo, em locais com boa visibilidade, de horizonte desimpedido. Posto tudo isso, há ainda que ter em conta que os olhos precisam de se adaptar à escuridão.

A meteorologia é obviamente um factor determinante: o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) antecipa céu pouco nublado para a maior parte do território continental, permitindo ver algumas destas “estrelas cadentes”. O espectáculo acontece durante toda a noite, mas a melhor janela de observação será entre as 2h e as 3h.

Observado pela primeira vez em 1862, este fenómeno recebeu o nome de Geminídeas por parecer que os meteoros caem da constelação dos Gémeos. É a chuva de estrelas mais recente de que há registo, bastante mais nova do que outros pontos altos como as famosas Perseidas, com registos de observação de quase dois mil anos.

As Geminídeas encerram o calendário das grandes chuvas de estrelas de 2025, depois das Perseidas em Agosto e das Oriónidas em Outubro. As primeiras de 2026 são as Quadrântidas, no arranque do ano.