Embora já tenhamos visto que não precisamos de tanta autonomia quanta queremos, as marcas estão a repensar o alcance dos seus carros elétricos. Neste sentido, a estratégia da Volkswagen para salvar os veículos elétricos envolve os carros com motor de combustão interna.

Após o Dieselgate, a Volkswagen depositou grandes esperanças nos veículos elétricos. O ID.4 marcou um início sólido, mas a fabricante não parece ter conseguido ser consistente.

Embora esteja disponível na Europa, os planos para o ID.7, nos Estados Unidos, foram abandonados, e a ID. Buzz não conseguiu corresponder às expectativas da marca, que não terá conseguido tocar o coração dos nostálgicos.

Agora, à semelhança da BMW, a empresa está a considerar oferecer motores com extensor de autonomia em sedãs e crossovers, tanto na Europa como nos Estados Unidos.

Volkswagen elétrico

Clientes decidem onde vão chegar os modelos com extensor de autonomia

As discussões fazem parte de uma conversa mais ampla, já que a empresa está a preparar um novo plano de investimento de cinco anos.

Segundo a Bloomberg, citada pelo Carscoops, os detalhes desses investimentos serão anunciados em março do próximo ano.

Apesar de ainda faltar algum tempo, um porta-voz disse ao órgão de comunicação social que a fabricante está “a monitorizar a evolução do mercado e reservaram o conceito de extensão de autonomia para a sua futura plataforma de veículos elétricos”.

Além disso, a mesma fonte partilhou que a procura dos consumidores determinará, em última instância, quando e onde os veículos com extensor de autonomia serão oferecidos.

Extensor de autonomia

Vantagens dos extensores de autonomia

Um extensor de autonomia é um sistema adicional que fornece energia extra a um carro elétrico quando a bateria principal se aproxima do fim da carga, funcionando como uma fonte suplementar de energia, que permite ao veículo continuar a deslocar-se sem depender imediatamente de uma tomada de carregamento.

Este sistema costuma recorrer a um pequeno motor de combustão que aciona um gerador elétrico, que, por sua vez, produz energia para alimentar o motor principal. Diferencia-se de um híbrido tradicional, pois o motor auxiliar não move as rodas diretamente, apenas gera eletricidade suficiente para prolongar a utilização da bateria.

Além de permitir maior alcance em viagens longas, um extensor de autonomia num carro elétrico reduz a ansiedade associada ao alcance e ainda garante que é possível utilizar o veículo mesmo quando não há pontos de carregamento por perto.

 

Leia também: