José Sena Goulão / Lusa

Henrique Gouveia e Melo
“Há muitos maçons no Governo e maçons candidatos às presidenciais”, disse o candidato à presidência da República (sem apontar nomes). “Andam a tentar salpicar a minha farda branca”.
O candidato à Presidência da República Henrique Gouveia e Melo diz que “há muitos maçons no Governo e maçons candidatos às presidenciais”.
Em entrevista à Renascença, o almirante na reserva sublinhou que ele próprio não pertence à Maçonaria. Mas também se recusou a dizer quem, em concreto, é que acredita pertencer à organização.
“Eu, que não sou maçon, andam a tentar salpicar a minha farda branca”, apontou, visivelmente irritado com as alegações de que tem sido alvo desde o início da sua candidatura. No entanto, Gouveia e Melo não quis apontar nomes. “As pessoas é que têm de se assumir. Eu não sou um denunciante”, disse.
Recorde-se que Gouveia e Melo recebeu inicialmente o apoio de um grupo, intitulado MAAP (Movimento de Apoio do Almirante a Presidente) fortemente ligado à Maçonaria, do qual se distanciou. Depois de o almirante na reserva ter rejeitado o apoio do movimento cujo uma das principais figuras era José Manuel Anes, antigo grão-mestre da Grande Loja Legal de Portugal, o MAAP afastou-se da candidatura, por não querer “arranjar mais complicações”.
À Renascença, o candidato não excluiu a ideia de se realizar um referendo para a eutanásia e pede um maior investimento nos cuidados paliativos. E rejeita o cenário de Portugal fazer “reparações históricas” às antigas colónias.