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Mark Rutte e Friedrich Merz
Mark Rutte acrescentou: “Temos de estar preparados para a escala de guerra que os nossos avós e bisavós viveram”.
Os discursos de líderes de grandes instituições costumam ser marcados pela ponderação, pela tranquilidade, pela formalidade. Não foi isso que aconteceu nesta quinta-feira.
Mark Rutte, secretário-geral da NATO, não seguiu a diplomacia habitual e lançou um aviso directo, quase um alerta geral, em relação às próximas intenções de Vladimir Putin.
“Somos o próximo alvo da Rússia. E já estamos em perigo”, atirou Rutte.
“O conflito está à nossa porta. A Rússia fez regressar a guerra à Europa. E temos de estar preparados para a escala de guerra que os nossos avós e bisavós viveram”.
“Temo que demasiados estejam a ser silenciosamente complacentes. Demasiados não sentem a urgência. E demasiados creem que temos o tempo do nosso lado – não temos tempo. A altura para agir é agora”, continuou o líder da aliança.
A Rússia poderá estar pronta para usar a força contra a NATO “num prazo de cinco anos”, avisou o secretário-geral.
Mark Rutte admitiu que já deixou de tentar “adivinhar o que vai na cabeça” de Vladimir Putin, presidente da Rússia.
Na mesma conferência em Berlim, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, abordou este “tempo de grande turbulência geopolítica”, dizendo que os europeus “não permitirão que nada ou ninguém os divida”.
A Europa “não pode pressionar Zelenskyy a concessões inaceitáveis”, continuou Merz.
O líder do Governo alemão acredita no compromisso dos EUA de Donald Trump em relação à NATO.
Voltando a Mark Rutte, novo aviso, direccionado directamente aos alemães: “Se amas a língua alemã e não queres falar russo, isto é crucial. Caso contrário, este homem (Putin) não ficará pela Ucrânia”.
Nuno Teixeira da Silva, ZAP //