A série documental “The End of an Era”, com seis episódios, mostra os bastidores da gigantesca digressão mundial de Taylor Swift.

No primeiro episódio, a artista aparece antes de se reunir com as famílias das vítimas do ataque ocorrido em Southport, perto de Liverpool, no noroeste da Inglaterra. Três meninas, de seis, sete e nove anos, foram assassinadas e outras dez pessoas, entre elas oito crianças, ficaram feridas. Uma das vítimas mortais era portuguesa: Alice Aguiar tinha nove anos e era filha de um casal madeirense que vive em Sefton, em Merseyside. O ataque gerou grande comoção no Reino Unido. O autor, Axel Rudakubana, que então tinha 17 anos, foi condenado a 52 anos de prisão.

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“Foi um ataque horrível”, conta a estrela no documentário, chorando, antes de se reunir com os familiares das vítimas e atuar no estádio de Wembley, em Londres, em agosto de 2024. “Vou reunir-me com algumas destas famílias e fazer um concerto”, diz. “Vai dar tudo certo, porque quando eu as vir, não vou chorar. Juro por Deus, não o vou fazer”, continua, enquanto seca as lágrimas.

Após o encontro, a cantora volta a aparecer, abatida, nos braços da mãe, que tenta consolá-la. “Ao nível mental, muitas vezes vivo numa realidade que não tem nada de real”, confessa Taylor Swift no documentário exibido na Disney+. “Mas o meu trabalho consiste em gerir todas estas emoções e depois recompor-me imediatamente para subir ao palco. É assim que tem de ser”.

Após o encontro, a cantora sobe ao palco para dar um espetáculo de três horas e meia.

Taylor Swift também fala, no documentário, do cancelamento de três dos seus concertos em Viena devido à descoberta de planos de um atentado terrorista. “Ter medo de que algo aconteça aos meus fãs é algo novo”, lamentou Taylor Swift, em declarações obtidas pela BBC, durante a estreia do documentário em Nova Iorque.