Manuel Pinto Coelho regressa à SIC e desafia consensos médicos sobre o colesterol e deu a sua opinião sobre o assunto.
Médico critica a “demonização” do colesterol
Antes de mais, Manuel Pinto Coelho voltou à SIC para apresentar o novo livro e lançar duras críticas à medicina convencional.
Em conversa com Diana Chaves e João Baião, o médico defendeu que o colesterol tem sido injustamente tratado como um inimigo da saúde.
Para o clínico, a narrativa dominante está errada desde a base. “O colesterol está demonizado de uma forma totalmente irreal”, afirmou, questionando a lógica de combater algo produzido pelo próprio organismo.
“Não faz sentido o corpo criar algo para nos prejudicar”
Além disso, Manuel Pinto Coelho recorreu à biologia para sustentar o argumento.
Segundo explicou, cerca de 25% do colesterol está no cérebro e 75% é produzido pelo fígado.
Perante estes dados, lançou a provocação: “Quem quer que seja que nos pôs aqui nesta terra, só com um grande espírito maquiavélico é que nos ia pôr uma coisa que nos fizesse mal 25% dentro da cabeça”.
Estudo histórico classificado como fraude científica
De seguida, o médico apontou o dedo ao estudo que deu origem à cruzada contra a gordura.
Manuel Pinto Coelho foi direto ao classificar o Framingham Heart Study, de 1948, como “a maior fraude científica de todos os tempos”.
Segundo referiu, o próprio autor terá reconhecido o erro décadas depois, algo que, no seu entender, nunca foi devidamente assumido pela medicina moderna.
Valores de referência cada vez mais baixos geram polémica
Por outro lado, o médico criticou a descida contínua dos valores considerados normais.
“Eu lembro-me que há uns anos o valor normal do colesterol era 320, hoje já vai em 180, que é uma coisa perfeitamente absurda”, afirmou.
Na sua perspetiva, esta mudança serve sobretudo interesses comerciais ligados à venda de medicamentos.
Ligação entre colesterol, testosterona e desejo sexual
Um dos momentos mais marcantes da conversa foi a associação direta entre estatinas e a diminuição da líbido.
Manuel Pinto Coelho explicou que a testosterona deriva do colesterol.
“O ‘EST’ da palavra testosterona vem do ‘EST’ da palavra colesterol. A testosterona vem do colesterol”, sublinhou.
Com ironia, acrescentou: “Por que é que a pessoa toma esses remédios e fica com as suas funções cognitivas diminuídas? (…) Que fiquem grandes Tarzãs no suco?”.
Apelo à reflexão, não à automedicação
Por fim, o médico deixou um aviso claro aos leitores.
Apesar das críticas, reforçou que ninguém deve suspender tratamentos sem aconselhamento clínico.
“Por favor, não façam nada sem ouvir o vosso médico assistente. Mas coloquem a questão, falem com ele”, pediu, defendendo uma medicina mais informada e participativa.
Segundo Manuel Pinto Coelho, o objetivo é simples: incentivar os pacientes a questionarem diagnósticos e decisões, em vez de os aceitarem “de mão beijada”.
