O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou este sábado que o Exército matou Raad Saad, segundo comandante de mais alta patente do Hamas, num ataque que o movimento islamita classificou como violação do acordo de cessar-fogo.
Segundo o gabinete de Netanyahu, Saad — chefe de operações das Brigadas Ezzeldin al-Qassam e braço direito do atual líder militar do Hamas no enclave, Izz al-Din Haddad — foi atingido por um projétil quando seguia num veículo a sudoeste da cidade de Gaza, juntamente com mais três pessoas, que também morreram.
As Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês) publicaram um vídeo do momento. Uma fonte militar revelou ao Times of Israel que Saad era um “alvo para ser eliminado” há muito tempo. Este sábado, foram os serviços secretos que localizaram o paradeiro do militante do Hamas.
Footage of the IDF strike on Hamas second in command Raad Saad.
A major successful elimination by Israel pic.twitter.com/AOTG3we8Af
— Adam Milstein (@AdamMilstein) December 13, 2025
O Governo israelita alega que Saad foi “um dos arquitetos do massacre de 7 de outubro” e que, apesar da trégua em vigor, trabalhava “na reconstrução da organização terrorista, planeando e executando ataques contra Israel e reconstituindo uma força de ataque”, em violação dos compromissos assumidos pelo Hamas no âmbito do plano mediado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.
Netanyahu argumentou que o ataque foi uma retaliação pela explosão de um engenho improvisado que, na Linha Amarela em Gaza, feriu dois soldados israelitas e que Israel atribui ao Hamas.
O movimento islamita confirmou o ataque ao veículo, descrevendo-o como “um carro civil alvejado pela força aérea sionista”, e acusou Israel de procurar “minar e sabotar” o acordo de cessar-fogo.
Num comunicado, o Hamas insiste que o bombardeamento, que segundo jornalistas locais provocou cinco mortos, “reafirma a intenção da ocupação de intensificar as suas violações da trégua”.
Fontes médicas em Gaza confirmaram cinco vítimas mortais, mas o Exército israelita ainda não divulgou detalhes sobre as restantes pessoas atingidas.
O Hamas exige que os mediadores da trégua “tomem medidas imediatas” para travar o que classifica como um “governo de ocupação fascista” que “não cumpre os seus compromissos e procura destruir o acordo”.