Bernardo Sousa vai viver este fim de semana um novo capítulo da sua carreira ao alinhar na primeira jornada da Asian Le Mans Series, em Sepang, naquela que será a sua estreia absoluta na categoria LMP2. O piloto português chega ao campeonato de forma inesperada, depois de uma chamada de última hora, mas mostra-se motivado e focado em corresponder à confiança da equipa.

A oportunidade surgiu de forma tão repentina quanto intensa. “Foi uma chamada de última hora. Precisavam de um piloto bronze para a equipa no protótipo e eu vim substituir”, explicou. O convite chegou praticamente em cima da hora: “Recebi a chamada na quarta-feira à meia-noite, em Portugal, e tinha de estar quinta-feira aqui às oito da manhã. Foi quase um filme de terror para conseguir chegar”.

Com poucas opções de voo disponíveis, a viagem acabou por ser uma verdadeira corrida contra o tempo. Ainda assim, o piloto já teve oportunidade de se adaptar ao carro e à nova realidade competitiva. A adaptação a um LMP2 está a ser um desafio exigente, sobretudo para um piloto habituado a outras categorias. “Este tipo de carros, com muito apoio aerodinâmico, exige experiência. É preciso estar muito bem sentado, com um banco feito à medida. Mas é extremamente interessante e estou a adorar a experiência”, confessou.

No que toca aos objetivos, Bernardo Sousa é claro e realista. “Estou aqui para fazer o melhor possível, como é óbvio, sempre com vontade de melhorar e aprender”, sublinhou, reconhecendo as diferenças face aos GT3. “Isto não é um GT3, é outro campeonato. O nível destes carros é bastante superior”.

A principal dificuldade tem sido compreender e explorar corretamente a aerodinâmica. “Perceber como funciona o downforce é algo a que não estou habituado de todo. Sempre guiei carros com asa, mas isto é outra história. Esse é, de facto, o maior desafio”, admitiu.

Apesar disso, o piloto português encara o processo de forma gradual. “Passo a passo vamos melhorando”, disse, reforçando que a prioridade é cumprir os objetivos definidos pela equipa. “Como estou aqui em substituição, é fundamental que não comprometa de forma alguma o trabalho da equipa que vai fazer o campeonato completo”.

Com os pés bem assentes na terra, Bernardo Sousa conclui: “Quero fazer o melhor possível. Ainda não sei exatamente onde me vou posicionar, mas o mais importante é não comprometer o resultado geral da equipa”.

A estreia em Sepang marca assim um momento especial para o piloto português, que enfrenta um novo desafio numa das categorias mais competitivas do endurance internacional.