Edward Jenner / Pexels

A ciência reparou que a insónia e a ansiedade tendem a vir acompanhadas de um sistema imunitário mais débil. O declínio de uma célula imunitária-chave pode ser um culpado.

Stress, ansiedade e noites sem dormir fazem mais do que corroer a tranquilidade… também podem enfraquecer as defesas do corpo tornando-nos mais suscetíveis a infeções, cancros e doenças autoimunes.

Os cientistas descobriram um mecanismo que poderá ligar estes fatores psicológicos a problemas de imunidade.

Num estudo publicado esta quarta-feira, na Frontiers in Immunology, investigadores Universidade Taibah (Arábia Saudita) revelaram um tipo de célula imunitária chamada células “natural killer” (NK) pode desempenhar um papel fundamental para tais cenários.

A investigação foi inspirada por um estudo de 2022 realizado na Arábia Saudita que mostrou que a perturbação de ansiedade generalizada (GAD) estava a aumentar, e que a tendência era mais pronunciada em mulheres.

As pessoas com GAD experienciam preocupação constante e incontrolável, e a sua preocupação é tipicamente mais intensa do que a situação exige; isto pode causar uma variedade de sintomas associados, incluindo problemas de sono.

Sabe a Live Science que foi esse estudo que levou a imunologista e líder da nova investigação, Renad Alhamawi, a explorar como a ansiedade poderia afetar a imunidade entre mulheres.

No novo estudo, os investigadores recrutaram 60 estudantes do sexo feminino entre os 17 e os 23 anos e pediram-lhes que respondessem a um questionário sobre a sua saúde mental.

As respostas mostraram que 75% relataram sintomas consistentes com GAD — tais como sentir-se nervosa, estar tão inquieta que é difícil ficar sentada, ou tornar-se facilmente irritável — incluindo 13% com sintomas graves. Cerca de 53% (32 estudantes) relataram não dormir o suficiente.

Foram depois recolhidas amostras de sangue das participantes, tendo sido avaliados os níveis de várias células imunitárias. Constatou-se que aquelas que tinham sintomas semelhantes à ansiedade tinham menos 38% de células NK do que as que não tinham sintomas.

Importa salientar, ainda assim, que não é claro que fatores podem estar por detrás desta alteração na abundância de células NK na corrente sanguínea.


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