O mercado automóvel tem vindo a mudar de forma consistente nos últimos anos, acompanhando novas tendências de mobilidade. É neste contexto que os carros elétricos ganham destaque, registando vendas muito relevantes, apesar das limitações ainda existentes ao nível das infraestruturas de carregamento.
Vendas de elétricos aumentam 21%
As vendas globais de veículos elétricos apresentaram um aumento de 21% até novembro de 2025 em comparação com o período homólogo.
De acordo com o último relatório da Benchmark Mineral Intelligence, foram vendidos 2 milhões de veículos em todo o mundo só em novembro, elevando o total do ano para 18,5 milhões de unidades.
O mercado europeu lidera este crescimento, mas o mercado norte-americano sofre uma desaceleração significativa devido ao fim dos incentivos fiscais federais.
A China, com um total de 11,6 milhões de vendas, detém o título de maior mercado de veículos elétricos do mundo por uma larga margem.
A região europeia tornou-se o epicentro do crescimento global com um aumento de 36% relativamente ao ano anterior em novembro de 2025.
As vendas de veículos totalmente elétricos na região aumentaram 35%, enquanto as vendas de híbridos plug-in subiram 39%. Com este aumento, as vendas totais na Europa atingiram as 3,8 milhões de unidades nos primeiros onze meses do ano.
Europa suporta parte deste cenário
A França, após uma queda durante grande parte do ano após o fim das medidas de estímulo, recuperou em novembro com um crescimento de 1%. O programa de leasing social para famílias com baixos rendimentos e os novos modelos da Volkswagen e da Renault impulsionaram diretamente esta recuperação.
A Itália, por sua vez, registou o seu maior volume de vendas mensais, com 25.000 unidades vendidas.
O contrário ocorreu nos Estados Unidos. Com o fim dos créditos fiscais federais a 30 de setembro de 2025, o mercado sofreu uma desaceleração significativa. Embora marcas como a Kia e a Hyundai tenham apresentado alguma recuperação mensal em novembro, os volumes totais permaneceram muito abaixo do período de estímulo.
Na China, embora a taxa de crescimento tenha sido mais lenta do que a média global, os números mantiveram a sua posição de liderança.
As vendas de novembro no país aumentaram 3% em termos homólogos, enquanto as vendas totais em termos homólogos subiram 19%, para 11,6 milhões de unidades.



