No Global desta semana, Paulo Portas identifica também um “alerta muito sério para a Europa” no que diz respeito à guerra na Ucrânia
Paulo Portas tem uma pergunta que gostava de fazer a vários responsáveis europeus, a propósito da guerra entre a rede social X, de Elon Musk, e a Comissão Europeia.
No Global, espaço de comentário na TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal), teve oportunidade de a lançar, dado o antagonismo do multimilionário americano às instituições europeias.
“O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da república no X? Não percebem que estão a revelar uma forma de cobardia política, que é estar a alimentar com notícias e posições uma plataforma que visa destruir a Europa”, atirou.
Lições da Ucrânia
A propósito das negociações em Berlim para atingir a paz na Ucrânia, Portas considera que “o que estamos a assistir é uma tentativa forçada pelos EUA, infelizmente, de dar a Putin uma vitoria política que ele não obteve no terreno, militarmente”.
E isso, avisa, é um “alerta muito sério para a Europa”, uma vez que “coloca muito em crise o conceito que possamos ter de ocidente”.
“Se Putin perceber que o ocidente lhe dá a vitória na Ucrânia, vai ter todas as tentações de não parar na Ucrânia e de passar aos bálticos daqui a uns anos”, argumenta.
O comentador destaca ainda o papel de António Costa, como presidente do Conselho Europeu, na decisão de imobilizar os ativos russos.
Da Austrália aos EUA
Num comentário breve à atualidade, Paulo Portas destaca a “coragem” do homem que desarmou um dos atacantes no tiroteio dirigido à comunidade judaica em Sydney, na Austrália, que matou 16 pessoas e levou outras 40 com ferimentos ao hospital.
Portas explica depois como a Austrália quer banir o acesso às redes sociais de adolescentes até aos 16 anos.
No comentário desta semana, tempo também para analisar o lado político da compra da Warner Bros, disputada pela Netflix e Paramount, que não é algo “necessariamente bom para o consumidor”, com possíveis subidas de preço, diz.