O arquiteto Alexandre Salles, professor universitário e titular do Estúdio Tarimba, se refere a essa macrotendência como “lar com identidade”. Para ele, hoje mais do que nunca, há um desejo de viver em interiores que dialoguem com narrativas pessoais e referências locais. “Deveríamos olhar para a casa como um espaço de restauração”, comenta. Ele observa que, diante de um mundo caótico, as pessoas buscam “um lar mais biográfico, um lar com alma, com memória e objetos que contam histórias. As pessoas querem sentir que moram em uma casa com narrativa, não em um catálogo”.