“O nosso contrato era até ao final de 2026, com a possibilidade de sair antes e eu acionei essa cláusula para não continuar. Os motivos são pessoais, o desgaste deste ano. Alguns sinais alertaram-me: ‘Jardim, pára um pouco, a tua saúde física e mental precisa de ser preservada”, referiu, esta segunda-feira, Leonardo Jardim.
“O trabalho do treinador não pode ser feito de qualquer forma e hoje eu não consigo entregar 200% em janeiro. Foi uma gratidão trabalhar no Cruzeiro, com o apoio que o Pedrinho (dono da SAF) sempre me deu. Quero estar com a minha família, com os meus pais, resolver coisas da minha vida”, acrescentou o treinador, de 51 anos.
Leonardo Jardim despede-se do Cruzeiro com o sabor amargo de não ter conquistado um troféu. “Só não consegui um objetivo, que era sair com um troféu, era isso em que acreditava até ontem (derrota com o Corinthians na meia-final da Copa do Brasil), que poderia ser algo além das experiências fantásticas. Conseguimos a vaga na Libertadores, mas faltou o troféu. Fico muito triste e frustrado”, completou.