Depois do Governo considerar a greve geral de quinta-feira “inexpressiva”, o antigo ministro Pedro Duarte, agora autarca do Porto, assinala que esta ação foi mediática e, a nível de timing, “completamente desajustada”. É o que diz no programa da TSF e da CNN Portugal, O Princípio da Incerteza.

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O social-democrata desvaloriza uma eventual segunda paralisação, que seria “um bocadinho forçada”, apontando que, caso aconteça, “não vai ter a mesma adesão”. E espera que o Governo não vacile perante os sindicatos, que estão agora sem “trunfos” e “um pouco nas mãos do Chega”, o que constitui uma “absoluta ironia”. “Depende do que o Chega decidir [na votação] para perceber se vão ter sucesso ou não”, acrescenta.

Em sentido contrário está a socialista Alexandra Leitão, que critica a proposta da reforma à lei laboral e a forma como foi apresentada, assim como a declaração do ministro Leitão Amaro que disse que a greve geral foi “inexpressiva”.

A atual vereadora na Câmara Municipal de Lisboa critica igualmente as opiniões de Pedro Duarte, apontando que “faz-se uma greve para demonstrar que os trabalhadores estão contra alguma coisa e a vontade dos trabalhadores tem de pesar para um Governo”.

Já José Pacheco Pereira defende que esta foi “uma guerra aberta pelo Governo”. “Há uma parte do patronato português que critica a iniciativa do Governo em ter criado uma turbulência no mundo do trabalho.” Para o historiador, ainda é preciso ver se esta greve se fica por um resultado simbólico.