presidenciamx / Flickr

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi

As sanções de Donald Trump começaram a fazer mossa na economia indiana, que agora apresenta reformas.

Índia e EUA têm protagonizado relações algo intermitentes, de avanços e recuos, ao longo deste ano.

A Índia foi um dos muitos países abrangidos pela “guerra das tarifas” impostas por Donald Trump, presidente dos EUA.

Ainda houve negociações em Julho, mas a Índia não aceitou abrir o seu mercado aos produtos agrícolas dos EUA e não aceitou Trump como mediador no conflito com o Paquistão.

Em Agosto, as taxas chegaram aos 50%. Têxteis, pedras preciosas e marisco envolvidas e maior pressão social e económica na Índia.

Apesar destas tensões económicas, no final de Outubro, os dois países assinaram um acordo de cooperação em defesa. Dura 10 anos e é um reforço da aliança militar contra a China.

Mas há algo que une Índia, China e EUA. E ainda a Rússia: as sanções de Donald Trump ao petróleo russo afectaram as importações da Índia e da China, como indicou o Financial Times, também em Outubro.

Mais especificamente, as maiores refinarias da Índia estão a reduzir drasticamente as suas importações. Tudo por causa das sanções dos EUA à Rosneft e à Lukoil, as duas principais empresas de petróleo da Rússia, que estão a ajudar o Kremlin na guerra com a Ucrânia.

Agora, a Índia reage às medidas dos EUA com várias reformas que poderiam ser implementadas por… Elon Musk.

Prioridades: menos burocracia, impostos mais baixos e flexibilização das leis laborais.

Sanjeev Sanyal, conselheiro económico oficial do primeiro-ministro Narendra Modi, vê-se como uma espécie de Elon Musk indiano.

O antigo gestor do Deutsche Bank tem a missão de simplificar e melhorar a eficiência dos complexos organismos públicos da Índia.

“Sabemos que a Índia tem fama de ser excessivamente burocrática. O nosso sistema precisa de se tornar significativamente mais eficiente”, comentou Sanyal no Handelsblatt.

Para isso, é preciso fazer um trabalho minucioso e detalhado: “Estamos literalmente a passar de uma agência governamental para outra, a examinar cada regulamento, para ver como pode ser simplificado”.

Para já, corre bem no encerramento oficial de empresas: demorava quase um ano e meio – agora demora dois meses.

Na verdade, está a decorrer uma reforma governamental em Nova Deli: a ideia é impulsionar ainda mais o crescimento económico e tornar o país mais competitivo – também como resposta à disputa comercial com os EUA.

O Governo está a ceder a diversas reivindicações dos empresários: simplificou o seu complexo sistema de imposto sobre o IVA, reduziu os obstáculos às fábricas e reformulou fundamentalmente as leis laborais, que tinham sido criticadas por serem extremamente rígidas.


Subscreva a Newsletter ZAP


Siga-nos no WhatsApp


Siga-nos no Google News