A mesma fonte, próxima da última ronda de negociações para cessar-fogo da guerra que começou em 24 de fevereiro de 2022, afirmou que o presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, “quer território”.

“Os americanos dizem que a Ucrânia ‘deve retirar-se’, o que Kiev recusa”, disse.

Segundo a agência noticiosa francesa, a mesma pessoa declarou que “é bastante surpreendente que os americanos estejam a adotar a posição russa sobre a questão”.

Entretanto, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) discutem hoje a proposta de apoio à Ucrânia para os próximos dois anos, para tentar desbloqueá-la a tempo da reunião de líderes dos 27, no final da semana.

O chefe da diplomacia lusa, Paulo Rangel, participa na reunião em Bruxelas encabeçada pela alta representante europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, a estónia Kaja Kallas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, vai participar por videoconferência e deverá fazer uma atualização dos esforços negociais com os Estados Unidos da América (EUA), das quais a UE foi excluída por Washington, ainda que o acordo com a Rússia possa delinear a nova arquitetura de segurança da Europa.

Na última sexta-feira, a UE aprovou, por maioria e com os votos contra da Hungria e Eslováquia, uma decisão para manter os ativos russos imobilizados indefinidamente no espaço comunitário, servindo de base ao empréstimo de reparações à Ucrânia.