Segundo dados da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), foi esta segunda-feira confirmado um foco de gripe aviária numa exploração comercial de galinhas poedeiras na freguesia de Paialvo. O subtipo identificado foi o H5N1, que tem sido o mais comum em Portugal. O número total de focos de infeção pelo vírus da gripe aviária subiu agora para 51. Só este mês, já foram confirmados três focos de gripe aviária em Santarém.
A transmissão do vírus para humanos acontece raramente, tendo sido reportados casos esporádicos em todo o mundo. Contudo, quando ocorre, a infeção pode levar a um quadro clínico grave.
A Comissão Europeia atualizou as zonas de proteção e vigilância contra a gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP) devido ao aparecimento de 74 novos casos em explorações avícolas dos Estados-membros.
Dentro da União Europeia (UE), os países que até agora tiveram explorações afetadas, além de Portugal, são a Alemanha, Bélgica, Bulgária, República Checa, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, França, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Hungria, Países Baixos, Áustria, Polónia e Suécia.
Em Espanha não se registaram novos casos e as zonas de proteção e restrição anteriormente delimitadas foram desativadas no dia 8 de dezembro.
Feiras e mercados proibidos
A DGAV tem vindo a alertar para o “alto risco de disseminação” da gripe aviária e determinou o confinamento das aves domésticas em todo o território do continente. Por outro lado, proibiu a realização de feiras, mercados, exposições e concursos de aves de capoeira e aves em cativeiro.
Nas zonas de proteção e vigilância é proibida a circulação de aves a partir de estabelecimentos aí localizados, o repovoamento de aves de espécies cinegéticas, feiras, mercados e exposições e a circulação de carne fresca a partir de matadouros ou estabelecimentos de manipulação de caça.
É igualmente proibida a circulação de ovos para consumo humano e de subprodutos de animais obtidos de aves detidas a partir de estabelecimentos localizados nestas zonas.